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Tanatologia

Tanatologia é uma palavra de origem grega: Tanathos - o deus da morte e logia - ciência: "Ciência da Morte e do Morrer", acrescenta a Dra. Kübler Ross: para aprender a bem viver. Esta ciência, que deveríamos exercitarpois diz respeito a todos os seres humanos, foi re-descoberta por Elizabeth Kübler Ross. Quando começou a empregar a tanatologia com os seus pacientes terminais e com as suas famílias, a Dra. Não foi bem aceita nos hospitais onde trabalhava, nem pelos médicos (seus colegas), nem pela enfermagem. Chegaram a apelida-la de "Dra. Urubu". Como toda a ciência nova (ou renovada), a rejeição aos novos conceitos é fato corriqueiro e normal, apesar de que os difamadores ou detratores fazem as suas obra de destruição sem se importarem, sequer, em se enfronharem no assunto com profundidade e aplicação, usando o "método científico". O orgulho e a vaidade de certos cientistas, infelizmente, em grande maioria, também é corriqueiro e normal. É só confirmar com o histórico das Grandes Descobertas em todas as áreas das ciências.

A Dra. Kübler Ross deu um depoimento interessante e importantíssimo, vindo de quem veio, para os autores do livro "Hello from Heaven", o casal Guggenheim.

Quando ainda na fase da rejeição aos seus métodos, Elizabeth estava programada para fazer uma palestra durante à tarde, no hospital onde trabalhava e mantinha o seu consultório. Pensativa, antes de descer para ministrar a palestra, Kübler Ross resolveu desistir da tanatologia. Estava difícil, as pessoas a magoaram e não acreditavam nos seus conceitos. Acabada a sessão, a médica decidiu, sem que ninguém o soubesse antecipadamente, que iria "pendurar as chuteiras" para sempre.

Terminada a palestra, Kübler Ross pegou o elevador rumo ao seu consultório. Quando abriu a porta no seu andar, uma mulher aguardava. Surpresa, mas sem demonstra-lo, a dra. nela reconheceu uma paciente falecida há uns dois anos atrás.

- Boa tarde!
Ela respondeu à saudação e começou a andar em direção ao seu consultório. A mulher seguia rente e como boa cientista, a médica analisava calada e friamente a situação: a "solidez" e o calor emanado do "corpo" da paciente, o deslocamento de ar provocado pelos seus passos rápidos, os ruídos dos seus sapatos no chão, a respiração, enfim, nos momentos de silêncio que precederam a entrada das duas no consultório, a paciente foi diligentemente examinada.

- Dra. Kübler Ross, a sra. sabe quem sou eu? Reconheceu-me?
- Sim, você é a sra. "fulana de tal", falecida há dois anos.
- Pois bem, sou "a fulana de tal", e mandaram-me aqui para impedi-la
de abandonar o seu trabalho com os pacientes terminais e as suas famílias, como deseja. Fui muito ajudada pela senhora e pelo reverendo. A senhora não pode se furtar de oferecer o consolo e a esperança na outra vida aos que deles necessitam e a minha embaixada é neste sentido. Mandaram-me arrancar da senhora, a promessa de que não vai desistir, a senhora não pode fazer isto.
E a doutora concordou e fez a promessa. Entretanto, o seu espírito científico exigiu-lhe uma prova proporcionada pela embaixatriz inusitada. E a mulher, sem titubear, pegou a caneta e o papel que a médica lhe ofereceu, escrevendo uma mensagem de agradecimento ao reverendo que ajudou a médica, dela cuidando nos últimos dias de vida e assinou o agradecimento.A mulher levantou-se, estendeu a mão à médica (a temperatura e solidez normais, um aperto de mão comum a todos os "viventes" - observou a cientista) e encaminhou-se para a porta. A médica abriu a porta e a "cliente" passou por ela e ganhou o corredor. A doutora fechou a porta e tornou a abri-la, imediatamente. Não havia viv'alma no extenso corredor...
Para ler: "Hello from Heaven"

* Ilustração: Tanatologia - ciência da morte e do morrer, para aprender a bem viver - reprodução.

 
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