Tanatologia
- Experiências de quase morte.
Seriam
as experiências de "quase morte" estudadas
pela tanatologia, semelhantes? Tudo leva a crer que sim.
Muitos dos símbolos encontrados nestes relatos evocam
experiências vividas por muitos dos que morreram...
e reviveram outra vez, para contarem as suas experiências,
quando delas se lembram.
O senhor J. F. (já falecido definitivamente) era
comerciante de grande sucesso, na cidade de Sete Lagoas
- MG. Levado para o Hospital do Socór, em Belo Horizonte,
devido à indicação de seu médico
em vista da ameaça de um próximo e violento
enfarte, foi colocado às pressas, na UTI do hospital,
tão grave era o seu estado de saúde. Uma equipe
médica o assistia, inclusive o diretor deste hospital,
uma vez que o paciente era irmão de um médico,
também presente, cirurgião e proctologista
famoso, inventor de técnica cirúrgica citada
em livros de medicina internacionais.
J. F. mal chegando a UTI, foi vítima de uma série
de três paradas cardíacas consecutivas e "faleceu"
na terceira série.
Do lado de lá
"Uma janela caiu de repente: blam... um momento de
inconsciência e me vi em um local que emanava uma
paz, felicidade e tranqüilidade absolutas. Como não
visse ninguém, naquele belo local, pensei: Viu? Eu
tinha razão de não acreditar em Deus e nem
nos santos. Deus não existe!
-Deus existe! E você irá presenciar a forma
pela qual Deus cria: através da natureza e da VIBRAÇÃO.
Eu estava tão extasiado de felicidade e paz que nem
tive a curiosidade de olhar quem falava comigo. Mais um
segundo de inconsciência e me vi num grande areal,
um deserto. Um deserto coberto de espirais que me lembraram
as espirais daquele inseticida -Boa Noite. Devagarzinho,
todas aquelas espirais começaram a vibrar e a aumentar
a sua vibração num crescendo e a zoar, até
que eu não as via mais, tão velozes se tornaram.
E... PRESENCIEI A CRIAÇÃO DA MATÉRIA
!!!"
E a voz de J. F. tornava-se trêmula de emoção,
quando descrevia esta etapa da sua experiência.
Prosseguindo
"Outro momento de inconsciência e aconteceu-me
um fato que não posso narrar. Não que não
me permitissem narra-lo, é muito pessoal, cada um
vai ter o seu próprio episódio quando chegar
a hora. Observei toda a minha vida passar como se assistisse
a um filme".
"Outro momento de inconsciência e me vi, já
como sendo uma "energia" sem forma - mas era eu
mesmo - na companhia de outras energias iguais a mim. Pairávamos
nos ares. Na nossa frente corria um rio largo e na outra
margem uma espécie de ilha. Nesta ilha vi uma multidão
de energias como nós, os do lado de cá do
rio. Soube, não sei como, de que nós, os do
lado de cá, ainda poderíamos voltar à
terra. Os do lado de lá do rio, já estavam
definitivamente mortos! Um Ser pregava na ilha, para os
que haviam morrido. Parecia-se muito com as imagens e retratos
de Jesus Cristo. Jesus dizia: - "Aqui não existe
o MEU, só existe o NOSSO. Aqui so existe o AMOR,
a CARIDADE, o PERDÃO e a SABEDORIA."
"Neste instante, uma dor imensa percorreu o meu ser
e gritei: "Deixa-me voltar, estou com as mãos
vazias (e era milionário na terra!). Eu preciso fazer
a minha bagagem para voltar com as minhas mãos cheias.
Então, aquele Ser, Jesus, virou o rosto na minha
direção e falou: "Vai, e dá testemunho
de tudo o que viu e ouviu aqui. Você terá o
espaço de dois anos para se realizar. Você....."
blam, a janela caiu de novo e como se ela fosse um túnel,
eu a atravessei. Não tenho a certeza, mas acho que
vi, em cima da porta da UTI quando voltei, num relance,
uma cabeça de carneiro... não sei porque"!
Do lado de cá - durante este tempo onde aconteceram
estes eventos: do lado de lá. Após três
paradas cardíacas, tentados todos os métodos
de reanimação do paciente, em vão,
os médicos deram os pêsames ao Dr. B. F. pela
morte do seu irmão. Dentro de segundos, as células
cerebrais de J. F. estariam mortas. Ele já estava,
tecnicamente, morto.
-Que medicina é esta que não pode salvar meu
irmão? Que médico sou eu, que também
não conseguiu este feito? Ele já morreu, não
é fato?
Diante da aquiescência dos seus compungidos colegas;
-Então, não vou me tornar um assassino, dêem-me
estas coisas.
As "coisas" era o aparelho de reanimação
e B. F. deu um choque direto no coração de
seu irmão, na mais alta capacidade daquele aparelho.
J. F. subiu no ar com o tranco e seu irmão o agarrou
para que não caísse no chão. Assim
que pousou na maca, J.F. abriu os olhos e viu que o irmão
chorava: -"Que é isto, mano? Homem não
chora!"
Virando-se para o diretor do hospital, acrescentou: -"Senta
aí, doutor, o senhor irá escutar o depoimento
de um homem que morreu e voltou a viver novamente"!
J. F. estava com as costelas quebradas pelo choque violento
e, estranhamente, após tantos percalços, cheio
de animação e de ...VIDA!
Fizeram-lhe eletroencefalogramas, todos perfeitos. Depois,
foi verificado que, naquela época, a nível
mundial, ele e um russo haviam batido o recorde de sobrevivência
sem seqüelas no lapso prolongado do tempo que durou
esta experiência de quase morte.Obteve, também,
alguns dons paranormais que exerceu no benefício
de muitos: J.F. transformou a sua vida por completo.
J. F. morreu no prazo determinado pelo Ser?
Não, para que depois não se dissesse (os céticos
de plantão), que ele faleceu em decorrência
da sugestão colocada na sua mente. No início
do ano fatídico, certa manhã, ao meio-dia,
J.F. revolvia a terra em volta das suas roseiras, enquanto
uma empregada varria o passeio do jardim. De repente, ela
parou de escutar o barulho da enxada. Levantando a cabeça,
viu o patrão ensimesmado, o queixo apoiado no cabo
do instrumento, olhando para o nada.
-"Sêo J., o senhor está sentindo alguma
coisa?"
-"Você acredita em mim? Aquele Ser que eu vi
no além estava ali, com aquelas "energias"
que fiquei conhecendo lá. Ele me disse que eu me
preparasse, meu tempo foi abreviado. Eu vou é já!"
Era o início da semana. No final desta mesma semana,
assustado e muito nervoso por conta de um pequeno acidente
automobilístico acontecido com a sua esposa e com
sua filha, após socorrê-las, J.F. disse à
mulher: -"Vocês é quem foram as acidentadas,
mas quem vai morrer sou eu!" E caiu morto por cima
da sua esposa, deitada na cama, repousando. "Não
deu tempo nem de eu colocar o remédio na sua língua",
chorava ela.
Símbolos encontrados neste caso:
1. A espiral, um dos mais importantes dos símbolos
- evolução, energia organizada;
2. Vibração e som, energizando as espirais
e criando a MATÉRIA;
3. Deus cria através da NATUREZA E DA VIBRAÇÃO
DE ENERGIA SONORA;
4. A figura do SER DE LUZ, neste caso, identificada como
sendo Jesus. (Pode ser o Budha, Luz brilhante, etc. conforme
a crença de cada um... ou descrença);
5. O RIO que separa a vida terrena da vida no "au dela".
Na Grécia, chamava-se: Rio Letes, o rio do esquecimento...
6. Somos feitos de "energia organizada". Não
morremos.
7. Continuamos vivendo "lá", cônscios
do nosso EU e com todas as nossas faculdades vivas e conscientes;
8. A SABEDORIA, não com o sentido de ERUDIÇÃO
e sim no sentido que os gnósticos davam à
SOPHIA;
9. A aquisição de dons paranormais (no caso:
de cura);
10. O desapego aos bens materiais e o afã em conseguir
uma bagagem de riquezas espirituais. J.F. levou uma vida
de total desapego e de total desinteresse em servir os outros.
Os céticos de plantão o apelidaram de Jesus
Cristo. Mas ele não se ofendia e dizia: -"Eles
bebem "pinga" de qualidade inferior, eu provei
do uísque escocês da melhor qualidade e eles
querem que eu volte para a pinga!"
Este era seu jeito de falar...
Este fato impressionou muito, na época, o Dr. Pierre
Weil, psicólogo transpessoal francês, radicado
no Brasil, escritor lido em vários idiomas e figura
ímpar da psicologia mundial. Fundador e Reitor da
UNIPAZ - Universidade Internacional da Paz - Brasília
- D.F. - Brasil.
* Ilustração: Claudio Salvio
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