Entrevistas
Entrevista exclusiva com Bob Pratt.
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Vera: O seu livro "Ufo Danger Zone" será lançado em princípios do mês de Março pela editora Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPOV) - Série: Livraria Ufo através da Revista Ufo, com o título: "Perigo Alienígena no Brasil: Perseguições, Terror e Morte no Nordeste". Bob Pratt: Sim, será colocado à venda nos inícios de Março através da Revista Ufo. Sou grato a A. J. Gevaerd pela publicação do meu livro em português, sob o título: "Perigo Alienígena no Brasil: Perseguições, Terror e Morte no Nordeste".
Vera: Você tem alguma opinião a respeito de porque o Brasil tornou-se nesta "Zona de Perigo"? Bob Pratt: Não, não tenho. Tenho procurado encontrar o porque desta evidência há mais de um quarto de século. Investiguei centenas de casos de Ufos no Brasil, desde Pelotas a Natal e até Santarém e descobri que muitas, muitas pessoas tinham sido aterrorizadas pelos Ufos, encontrei um certo número de injuriados e até mesmo evidências conclusivas de que algumas testemunhas morreram durante ou após os encontros. Primeiramente, durante as quatro visitas que fiz ao Brasil em 1978 e 1980, ouvi falar sobre incidentes, relatados a mim, o repórter de uma revista americana. Fiquei tão intrigado que deixei a revista logo após e em 1981 voltei ao Brasil por nove vezes, agora sob as minhas próprias expensas. A última viagem que fiz foi em Setembro de 1999 e estou planejando retornar a este país em Abril ou Maio deste ano, para pesquisar mais. Estou esperando encontrar evidências mais conclusivas de porque estas coisas acontecem no Brasil. (Bob Pratt virá ao Brasil e fará parte de um congresso ufológico em Curitiba - 1 a 4 de Maio de 2003). Gostaria de dizer que aprendi muito sobre estes encontros com os pesquisadores brasileiros - os homens e as mulheres que os investigaram primeiramente e que depois compartilharam as suas informações comigo e em muitas ocasiões me apresentaram às pessoas que haviam sido vitimadas por estas experiências terríveis. Sou especialmente grato a Hulvio Brant Aleixo, José Jean Alencar, Reginaldo Athayde, Alberto do Carmo, Irene Granchi, Rogério Freitas, Vitório Pacaccini, Daniel Rebisso Giese e Ubirajara Franco Rodrigues e Cynthia Luce, uma pesquisadora americana que residiu perto de Petrópolis por mais de 25 anos trabalhou comigo em cinco das minhas seis últimas visitas ao Brasil desde o ano de 1991. Existem outras pessoas que me foram de grande valia, e a elas também sou profundamente grato.
Vera: Existem outras zonas perigosas como as nossas, ao redor do mundo? Bob Pratt: Talvez existam, mas no meu critério, sem o grau de perigos contidos nos fatos que aconteceram (e podem ainda estar acontecendo) no Brasil. Certamente, pessoas foram feridas e mortas em outros países, mas estes incidentes se mostram muito menos freqüentes em comparação com os incidentes brasileiros.
Vera: O Dr. Jacques Vallée que redigiu o PREFÁCIO do seu livro, já fez menções a uma luz amarela e retangular, como provável causadora das queimaduras e ferimentos apresentados pela maioria das pessoas que sofreram perseguições e ataques desta luz. O que pensa disto? Bob Pratt: Não estou a par do que disse o Dr. Valée sobre estas luzes retangulares. Por outro lado, não me recordo de que tenha sido feita a menção a esta luz amarela e retangular, nas centenas de casos que pesquisei no Brasil, como sendo a causadora das queimaduras. Mas conheço um número de casos nos quais pessoas foram queimadas, quando expostas às luzes dos Ufos ou quando atingidas por raios luminosos provenientes dos Ufos. Muitos destes incidentes que eu conheço, aconteceram nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Pará.
Vera: Uma questão que não poderia faltar aqui: qual é a sua opinião sobre o ET de Varginha? Por favor, abra o seu coração... Bob Pratt: Acredito que o caso de Varginha é um bom caso. Foi muito bem investigado por Ubirajara Franco Rodrigues e Vitório Pacaccini, auxiliados por outros investigadores. Visitei Varginha por duas vezes, em Março de 1996, semanas depois que ocorreram os incidentes e voltei em Agosto de 1997. Conversei com algumas das testemunhas e examinei acuradamente as áreas onde ocorreram os vários eventos. Estou convicto de que este é um caso sólido de Ufo. As criaturas que foram capturadas ou mortas eram muito diferentes dos animais com os quais nos familiarizamos na Terra. Curiosamente, o que se ouve das testemunhas é que estas criaturas pareciam tímidas, não ameaçadoras. Não posso afirmar se eram extraterrestres genuínos ou não, mas não se pareciam com autóctones terrestres.
Vera: Bob, você já ouviu relatos sobre aparições de seres em tudo semelhantes ao Garibaldo da Vila Sézamo, aquele programa infantil de TV? Nenhuma destas aparições promoveu ataques a ninguém, apenas surgiram como aparições assustadoras. Bob Pratt: Não, nunca investiguei casos como este no Brasil ou nos nove ou dez países onde fiz pesquisa ufológica. Sei que os Chupacabras já foram reportados em vários lugares locais do Brasil, mas eu nunca investiguei nada nesta área.
Vera: Na região de Jequitibá, MG, que você conhece tão bem, há o caso da aparição de um ser do tipo Garibaldo para uma mãe e sua filha, nos inícios dos anos 90. Qual seria a sua visão deste caso? Bob Pratt: Não conheço este caso, mas espero visitar Jequitibá mais tarde, ainda este ano, e gostaria de conhecer este caso. Obrigado.
Vera: Certa vez, o físico francês, Jacques Bergier opinou sobre este tipo de acontecimento. Disse que, provavelmente, seriam feitos testes psicológicos para saber como nos comportaríamos e reagiríamos diante destes seres estranhos. O que você pensa sobre a opinião de Bergier? Bob Pratt: Não estou familiarizado com os escritos de Bergier, mas ele, provavelmente, está certo sobre os que abduzem tentando saber como reagiríamos diante de um encontro com alienígenas.
Vera: Na sua opinião, os ETs são provenientes de outros planetas do nosso sistema ou de outros sistemas? Ou seriam provenientes de universos paralelos, de outras dimensões do espaço-tempo, ou teriam suas origens na própria Terra? Bob Pratt: Como está escrito perto do final do meu livro, só posso especular a respeito das origens dos nossos visitantes alienígenas. Meu pensamento é o de que eles são provenientes de outras dimensões ou universos. Como estes fatos poderiam ocorrer, não sei, mas creio que um dia os povos da Terra estarão habilitados a visitarem outros universos ou dimensões. Se assim o conseguirmos, seremos nós os Ufos que os residentes destes outros mundos verão e divagarão a respeito.
Vera: Bob, há uma questão que intriga diversas pessoas: as descrições feitas pelo físico Michio Kaku a respeito de como seriam vistos por nós os seres quadridimensionais, o que nos faz lembrar de certos "sightings" ou de certos "encontros do 3º e do 4º grau". O que pensa deste relacionamento? Bob Pratt: Não estou familiarizado com os textos de Michio Kaku, portanto não tenho opiniões sobre eles.
Vera: Várias pessoas acreditam que o livro "Communion", de Whitley Strieber é a mesma ciência ficção na qual ele é um mestre. Entretanto, duas das suas experiências e da sua família, contidas no livro, aconteceram em Belo Horizonte, quase que literalmente idênticas. Você acredita nas revelações feitas por ele neste livro? Você já o entrevistou? Bob Pratt: Seria muito interessante saber a respeito dos casos de Belo Horizonte, mas eu nunca tive contato algum com Strieber e não terminei de ler o Communion. Talvez a minha mente fosse muito ortodoxa naquele tempo, mas depois do 1º ou 2º capítulo do livro, tive dúvidas a respeito do que aconteceu verdadeiramente. Pouca coisa do que ele revelou nestes capítulos têm a ver com as relatadas a mim pelas testemunhas, sobre os seus encontros ufológicos. De qualquer modo, tenho cometido erros, muitas vezes, na minha vida, portanto, é possível a probabilidade de que as ocorrências que ele descreveu tenham acontecido da forma como as relatou. Talvez, seu eu o tivesse entrevistado, eu teria agora uma opinião diferente.
Vera: Você julga ser possível, como pensam alguns cientistas da Psicologia Transpessoal, que o "mundo mitológico" possuía uma realidade e que esta realidade interage conosco e pode influenciar na criação de vários dos eventos ufológicos? Casos como o de Strieber, de repente, nos sugerem a participação deste reino com a aparição de Inanna, a deusa Suméria descrita por ele, também, como similar à Isis egípcia a qual revelou-se como sendo "muito antiga"...
Bob Pratt: A idéia de que diferentes realidades possam existir aqui na terra é nova para mim, coisa que nunca considerei antes. Um grande amigo meu, se convenceu de que as realidades alternativas existem e tem me forçado a considerar esta possibilidade. Por agora, não estou convencido disto, mas há vários anos eu estava convencido de que os Ufos eram inexistentes. Portanto, tentarei manter a minha mente aberta para esta possibilidade.
Vera: Você acredita nos casos de envolvimento sexual entre os Ets e terrestres ou o que quer que sejam? O que pensa a respeito de todos estes testemunhos incluindo os brasileiros? Qual seria o verdadeiro motivo por detrás de toda esta situação? Ou ninguém sabe ao certo, ainda, o que isto significa?
Bob Pratt: Raramente expresso opiniões sobre os casos que não investiguei pessoalmente, e conheço apenas um destes casos. Nele estava envolvido um jovem curitibano que entrevistei em Curitiba nos anos 70. Ele era um estudante de uma escola técnica de Curitiba, mas sua residência era em Pelotas. E foi em Pelotas que ele viu um Ufo à noite, quando se encontrava no quintal da sua casa, o que lhe ocasionou uma experiência de "missing time". Pesquisadores o hipnotizaram e sob hipnose o rapaz revelou que fora levado para bordo de um Ufo onde mantivera relações sexuais com uma ocupante da nave. Quando o interroguei, no entanto, não discutiu comigo a sessão de hipnose. Tudo o que pode falar foi que viu uma luz sobre uma árvore e a próxima coisa que sabia era que o Ufo estava indo embora, quando ouviu alguém dizer: "a missão foi concluída". Podemos apenas especular sobre o significado deste incidente.
Vera: Bob, você pensa que a hipnose ajuda na compreensão dos casos ou que confunde ainda mais as testemunhas a respeito do que lhes aconteceu durante o "missing time"?
Bob Pratt: Eu acredito que um hipnotizador competente e bem treinado (preferivelmente um médico) pode ajudar a pessoa a se recordar do que lhe aconteceu durante o seu "missing time". Mas um hipnotizador que não é um profissional pode influenciar inconscientemente a testemunha de conformidade como ele ou ela fazem as perguntas. Isto pode resultar em memórias falsas.
Vera: Em se falando a respeito de marte, o que é real sobre Cidonia, a face de Marte e as outras construções supostamente erigidas naquela localidade? São reais ou projeções de sombras das formações naturais existentes? Bob Pratt: Não conheço nada sobre isto. De qualquer forma, suspeito que estas construções, todas elas, são formações naturais.
Vera: O que diz sobre os "Crop Circles" Ou o que poderia ser dito seriamente e realmente sobre eles? Qual é a sua verdadeira intuição sobre a realidade intrínseca neste mistério?
Bob Prat: Nunca vi um crop circle, mas adoraria ver. Nos anos 70, vi uma área achatada e circular num milharal perto da cidadezinha de Madoc, Ontário-Canadá. Naquela época Ufos eram vistos naquela área e muitas outras coisas estranhas estavam acontecendo. O círculo media, aproximadamente, sete metros transversalmente e os pés de milho estavam amassados num redemoinho. Ninguém sabia dizer a causa. Assim como acontece com os crop circles, me pareceu que a maioria destas formações é tão grande e tão intrinsicamente desenhada que nenhum ser humano poderia tê-las feito, especialmente as que parecem surgir após uma só noite. É um genuíno mistério.
Vera: Você poderia nos contar alguma coisa sobre o "crash" (queda) em Porto Rico?
Bob Prat: Na tarde de segunda-feira do dia 20/02/1984, o rádio e as estações de TV de Porto Rico reportaram que um avião havia, aparentemente, espatifado dentro ou perto da montanha El Junque, situada na Floresta Tropical do Caribe, cerca de 40 kms. ao este de San Juan. Pouco tempo depois que as notícias foram veiculadas, a tripulação de uma companhia aérea se aproximando de San Juan notificou aos controladores do tráfico aéreo que haviam visto um "estranho e grande meteoro" voando sobre El Junque de uma maneira muito esquisita. Polícia e oficiais da aeronáutica, imediatamente, iniciaram uma busca, mas horas depois receberam "ordens de cima" para abandonarem a busca, embora os destroços ainda não tivessem sido encontrados. Ninguém soube quem emitira a ordem. Na manhã seguinte, um enorme helicóptero negro com janelas escuras e sem marcas de identificação aterrissou no aeroporto de San Juan. O helicóptero estacionou num dos lados do aeroporto, perto de uma cerca perimetral. Pelo menos dez homens com os rostos sujos, militares, foram vistos descendo do aparelho. Muitos deles carregavam grandes caixas que pareciam ser metálicas. Dois homens armados montavam guarda enquanto os restantes pulavam a cerca e se metiam dentro de uma meia dúzia de carros do governo americano que estavam estacionados ali e que deram partida, rapidamente. Pilotos, mecânicos e outras pessoas mais, que trabalhavam no aeroporto estavam curiosos, entretanto a sua curiosidade se amainava diante das armas portadas pelos vigias que não deixavam ninguém se aproximar do helicóptero e se negavam a fornecerem respostas. Ao mesmo tempo, homens vestidos com os macacões brancos de descontaminação eram vistos pesquisando algo nas ravinas e nas grutas da floresta, a 40 kms., direção este. Estes homens, por sua vez, estavam guardados por outros homens vestidos de negro e sem marcas identificatórias. Trafegavam dentro de carros negros sem timbres e vans. Também estavam armados com armas automáticas e pareciam proteger, não tão somente os homens da não-contaminação, quanto as pesquisas que eles desenvolviam na área. Os 12.000 hectares da floresta tropical são áreas famosas usadas para piqueniques e camping. Todos os anos, centenas de moradores e turistas visitam aquele local. O parque é aberto de 9 às 17 horas, todos os dias, durante todo o ano e é controlado pelo U.S. National Forest System. Entretanto, nos dias seguintes ao "crash" os homens de negro assumiram o local e não permitiram visitação alguma. Muitos visitantes caminharam nas altas trilhas da floresta. Uma estrada pavimentada com duas pistas corta a maior parte do parque. Entretanto, a estrada foi impedida 14 kms. desde a entrada, com a alegação de deslizamentos de terra, ao longo daquele trecho. As barricadas haviam sido colocadas a poucas centenas de metros do local onde os homens vestidos com os macacões brancos de descontaminação faziam suas buscas nas ravinas. Foi perto destas barricadas e das trilhas que os pares de homens de negro armados com as suas armas de combate fizeram aparição súbita e, com brusquidão, ordenaram a saída dos populares que estavam no local. Assim que esta ordem estava sendo cumprida, embora sob os protestos dos populares que tinham o direito de estar ali: "Aqui não é mais Porto Rico", um homem de negro, brandamente, esclareceu para quatro dos jovens presentes no local, "aqui é propriedade do U. S. Government". Muitas pessoas que se recusaram a cooperar foram levadas para fora do local, nunca mais se ouviu falar sobre elas, outra vez. O que for que tenha caído no El Yunque nesta noite, rapidamente ficou claro que não era um avião, satélite, míssil e nem quaisquer outras armas ou aparelhagem experimental. Inúmeras testemunhas atestaram que antes do aparelho cair nas montanhas, ele executou manobras controladas, incomuns e movimentos que eliminam todas essas possibilidades. Muitas pessoas viram um objeto brilhantemente iluminado, movendo-se de cima para baixo e de baixo para cima nos céus antes de se precipitar nas montanhas. Uma testemunha, um patrulheiro da polícia em serviço, viu um flash de luz brilhante no céu que se movia rapidamente e que se espatifou na montanha. Este patrulheiro dirigiu o seu carro para dentro do parque e pode ver o que se parecia com chamas, um brilho claro e uma coluna de fumaça, a alguma distância, na floresta densa.
Muitos residentes da área disseram ter visto uma massa oval alongada, de luz, com uma aura ao redor deixando rastros branco-alaranjados com pinceladas rosadas. Voava do oeste para o leste e executava saltos angulares para cima e para baixo. Um engenheiro eletrônico que viu o objeto revelou que era grande e alongado e que possuía uma série de janelas em volta.
Isto é alguma coisa que eu aprendi nas minhas duas visitas a Porto Rico em 1989 e 1990, trabalhando com Jorge Martin, um dos melhores investigadores de Porto Rico e editor da "Evidência Óvni", uma revista dedicada ao paranormal. Não me preocupei mais com este incidente desde então, mas assimilei que Jorge entrevistou mais de 500 pessoas, testemunhas do incidente que afirmaram ter visto algo de muito inusitado naquela noite. Jorge é um "expert" nesta área e uma pessoa digna de ser consultada.
Vera: A sempre presente e explosiva pergunta: poderia nos falar sobre o tão divulgado e suposto "cover-up" que existe nos EUA tão antigo quanto a ufologia?
Bob Pratt: Desconheço qualquer prova concreta de que o governo dos Estados Unidos tenha engendrado um "cover-up" sobre os Ufos. Embora já tenha ouvido, há tempos, inúmeras estórias de coisas testemunhadas, especialmente pelos militares, para acreditar piamente que o governo nos contou tudo o que sabe a respeito dos Ufos. O governo brasileiro tem se mostrado muito mais aberto nesta questão, mas sabe, também, muito mais ainda do que já revelou. Um exemplo primordial disto é a coleção massiva de arquivos acumulados pela inteligência da Força Aérea Brasileira através dos seus agentes, durante as investigações da "onda" de Ufos em 1977-78 ao redor de Colares, norte de Belém. Estes agentes estiveram durante quatro messes, sob o comando do Cel. Uyrange Hollanda. Ele foi o capitão nos tempos da "onda" de Ufos. Encontrei-me com ele, pela primeira vez, no ano de 1979 e conversamos sobre as investigações, no mínimo, três vezes após o primeiro encontro. A entrevista mais recente aconteceu em Agosto de 1997, quando Cynthia Luce e eu passamos uns dois dias com ele em Cabo Frio. Em 1979, falei também com o Sargento Flávio Costa, ajudante de Hollanda durante a investigação. Flávio faleceu de um ataque cardíaco há alguns anos. Também entrevistei um outro membro do time investigador, que reside em Belém, bem como um bom número de outras pessoas que viveram na época da "onda".
Embora a investigação da FAB tenha sido, por ordens, terminada depois de quatro meses, Hollanda e Costa continuaram investigando por sua própria conta durante um ano. Quando a investigação oficial terminou, Hollanda e Costa compilaram um arquivo contendo centenas de páginas testemunhais, esquemas e mapas traçando os caminhos sobrevoados pelos Ufos que haviam fotografado, e várias centenas de filmes e fotos de Ufos que haviam queimado as suas vítimas. Todo este material foi enviado para o quartel general da FAB em Brasília, onde esta evidência documentada da existência dos Ufos repousa, há mais de um quarto de século depois dos acontecimentos e ainda não foi divulgada para o público. Porque estes documentos não podem ser revelados ao público?
Vera: Sabemos que você e o Dr. Vallée são amigos. O que você concorda e o que discorda das suas teorias?
Bob Pratt: Dr. Vallée é uma das pessoas mais inteligentes e articuladas da pesquisa ufológica. Discordo muito pouco do que ele diz. O fenômeno Ufo é de uma complexidade extraordinária, embora nós tenhamos acumulado uma inacreditável quantidade de informações sobre o que as pessoas têm visto e experienciado, acredito que conhecemos muito pouco sobre os Ufos. Muitos de nós que creditamos nos Ufos e compartilhamos da crença de que eles são reais, pensamos que se originam de algum outro lugar que não da Terra. O Dr. Vallée, por outro lado, contesta vigorosamente esta crença, oferecendo várias razões do porque desta contestação, incluindo o quase infinito número de "sightings" (avistamentos) e encontros, a variedade enorme dos objetos avistados e o fato de que os Ufos, provavelmente, têm sido vistos na Terra durante séculos. Estes argumentos são válidos e não posso refuta-los, a todos eles. Mas ainda não consigo aceitar a idéia de que este é um fenômeno circunscrito a terra. Para mim, estes visitantes são, literalmente, alienígenas a tudo o que conhecemos na Terra.
Vera: Estes casos que demonstram a hostilidade dos Ufos continuam acontecendo no Brasil?
Bob Pratt: Tenho divagado sobre isto. O primeiro ato de hostilidade descrito no meu livro aconteceu em 1976 e o último de muitos em 1991. Tive acesso aos últimos casos em 1992 e embora tenha visitado o Brasil por quatro vezes, entre 1992 e 1999, nunca mais encontrei casos dessa natureza. Várias mortes foram relatadas em muitos anos anteriores a este período, porém não possuo o conhecimento de primeira mão a respeito, e prefiro escrever somente sobre os casos que eu próprio investiguei. De qualquer maneira, não ficaria surpreso se soubesse ter acontecido muito mais casos hostis além dos citados. Alguns incidentes vêm à luz muito tempo depois de acontecidos. O Brasil é um país enorme, ocupa a metade da América do Sul, nele existem vastas áreas fazendárias, florestas tropicais e selvas onde poucos investigadores de Ufos residem. A atividade dos Ufos não cessou no Brasil (e nem em parte alguma do mundo, realmente) e é possível que existam muitos outros "encontros" hostis a respeito dos quais, talvez, nunca saberemos.
Vera: Alguns destes casos foram acompanhados por atividades psíquicas e paranormais que você não reportou?
Bob Pratt: Nunca soube a respeito de atividades psíquicas ou paranormais em nenhum destes casos. De qualquer maneira, posso ser mais propenso a me posicionar contra tais aspectos. Descobri há algum tempo, que alguns pesquisadores vêm em mim um ufólogo "desmiolado", significando que acredito que os Ufos são estritamente objetos físicos e que não há nenhum aspecto psíquico neste fenômeno. Isto me causa um pouquinho de surpresa, mas existe a possibilidade de que eu, uma pessoa que conserva a sua mente aberta sobre os Ufos, possa ter também a mente fechada, diante dos aspectos mais místicos do fenômeno e que eu acho difícil de aceitar. De qualquer maneira, já vivenciei quatro pequenas experiências ocultas interessantes, portanto, não discuto as possibilidades das atividades psíquicas ou paranormais.
Vera: Você tem idéia da natureza ou da origem do fenômeno Ufo resultante das suas investigações feitas no Brasil?
Bob Pratt: Os incidentes hostis reportados no meu livro representam uma porcentagem insignificante de todos os casos que ocorreram e que estão ocorrendo no Brasil. Espero não ter dado a impressão de que os Ufos no Brasil estão levando o terror ao campo, ferindo deliberadamente e matando pessoas. Porém, o que está acontecendo no Brasil é somente um lado do fenômeno e eu acredito que as pessoas deveriam ser conscientizadas do que acontece. Todos nós estamos diante do grande risco de sermos feridos ou mortos por um ladrão assassino ou em acidentes de tráfego, também. Tenho o sentimento de que alguns Ufos estão estudando os habitantes. Um fazendeiro velho relatou-me que ouvira os ocupantes de um Ufo que sobrevoava acima dele dizerem: "Muito velho para levarmos embora do seu planeta". Um fazendeiro de 39 anos viu três seres com jeito de humanos dentro de um Ufo, que tentavam suga-lo para dentro do seu aparelho. Um deles o encarou com um muxoxo de desdém como se o esforço de encara-lo não valesse a pena. Há o caso de um adolescente que foi abduzido e devolvido três dias depois com os seus quatro molares quebrados e o seu cabelo queimado, todavia, o seu couro cabeludo não estava nem um pouco chamuscado. O que quereriam nos dizer os alienígenas, não tenho a mínima idéia.
Um outro homem que tivera um "missing time" de umas sete ou oito horas, acredita que foi levado para uma cidade estranha, onde viu uma grande quantidade de pessoas que se vestiam e pareciam muito semelhantes entre si. Certa hora, alguns destes seres postaram-se diante dele e o encararam. Aparentemente falavam sobre ele uns com os outros, mas o nosso homem é surdo e nada escutou. Um outro homem com quatro horas de "missing time" ficou tonto e enjoado e naquela noite a sua mulher encontrou nele uma mancha preta e uma azulada. Havia também um ferimento pequeno, um furo atrás do seu quadril direito. O que havia causado estas manchas deixou-lhe o sentimento de que os seus ossos haviam sido quebrados e ele tornou-se inválido para o resto dos seus dias.
Um fazendeiro jovem que levitou, mas não foi abduzido, teve problemas físicos e com os seus olhos ao cabo de muitos anos. Durante a "onda" de Collares (1977), um bom número de pessoas atingidas pelos raios das luzes dos Ufos sofreram queimaduras, notadamente no pescoço ou no peito, cobrindo-lhes áreas de 10 a 20 cms. O doutor que os medicou disse que sempre achava ferimentos iguais a furos nas vítimas e no centro destes furos, queimaduras. Não consigo raciocinar o que estes e outros incidentes significam, embora me pareça existir um significado qualquer por detrás destes ataques.
Vera: Estes casos não no fazem pensar que somos cobaias ou coisa semelhante, para os alienígenas? O que pensa sobre isto? Não estariam eles nos submetendo a experimentos desconhecidos por nós, experiências físicas ou psicológicas, coisas semelhantes as que realizamos com os macacos, ratos, coelhos, sem sentirmos um pingo de compaixão por eles?
Bob Pratt: Não sei o suficiente a respeito de abdução para falar sobre ela com autoridade. Mas em nenhum dos muitos casos que investiguei houve qualquer coisa que soasse como uma experiência de qualquer espécie. Certamente parecia entrar em ação a curiosidade, da parte dos que abduziam, como por exemplo, que tipo de criatura somos, etc. A razão de porque os três homenzinhos que abduziram o adolescente quebraram os seus quatro molares, é um mistério.
Vera: Como deveria se comportar uma pessoa diante de um "encontro"? Pode ajudar nos fornecendo boas sugestões?
Bob Pratt: Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, se você se referir especialmente a um encontro de abdução. A palavra-chave é "diante de". Se você se referir como deveria agir uma pessoa "durante" uma abdução, eu diria: Seja cooperativa com os seres que a abduziram. Ninguém que tenha o poder de abduzi-la poderá machuca-la. Na maior parte dos casos de abdução a vítima retornou, relativamente, livre de injúrias. Jamais gostaria de ter um "encontro" muito próximo porque acredito que qualquer "encontro" seja altamente perigoso. Se eu um dia for abduzido, gostaria de pensar que manteria a minha compostura e não cairia em pânico ou tentaria lutar contra os meus captores. Gostaria de pensar que também tentaria relembrar tudo o que eu visse, ouvisse, cheirasse, sentisse e do que me dissessem. Portanto, quando estivesse a salvo eu poderia escrever tudo o que tivesse aprendido. Isto é o que penso e gostaria de fazer em tais circunstâncias. Mas o fato é que eu poderia muito bem agir como um histérico, incapaz da ação em qualquer sentido com o fito de me ajudar, ou de minimizar os danos que me pudessem ter sido acarretados. Se sua pergunta significar como alguém poderá se comportar depois de um "encontro", a vida jamais seria a mesma porque você teria tido, provavelmente, a mais inacreditável experiência da sua vida. Mas seria necessária uma ajuda psicológica para auxiliar você a como lidar com as suas emoções. Você, eventualmente, recuperaria o senso de normalidade e seria capaz de raciocinar sobre o acontecido. Se a questão se referir a um "encontro" sem qualquer abdução, suponho que a vida, simplesmente, seguiria mais ou menos igual, depois que se recuperasse do seu assombro diante do acontecimento. Eu tentaria localizar um investigador de Ufo para lhe narrar o que acontecera comigo.
Vera: Você sabe algo a respeito de uma atividade hostil, similar, acontecida nos outros países da América do Sul?
Bob Pratt: Não. O único incidente que conheço, pessoalmente, é o caso de Angel Maria Tonna, perto de Salto, Uruguai, em Janeiro de 1977 (o mesmo ano da "onda" de Collares). Tonna herdou um grande rancho. De madrugada, ele estava caminhando com o seu cão policial, Topo, diante de um celeiro e de uma outra edificação onde os seus peões ainda dormiam. As luzes do quintal, repentinamente, se apagaram na escuridão ele viu algo que o fez pensar que havia fogo no celeiro. Ele e o cão correram para o local, quando um objeto amarelado e brilhante surgiu detrás do celeiro, subiu para o topo de uma árvore, quebrando alguns galhos, e depois se dirigiu para o celeiro outra vez. Lá, virou-se para a direita e alguns segundos depois retornou de novo, desta vez na direção de Tonna e do seu cão. O objeto parou perto de um tanque de água situado em uma praça não muito distante e ficou sobrevoando, uns seis ou sete metros acima do gramado.
O cão Topo saiu na direção do Ufo, mas quando chegou a uns cinco metros dele parou, sentou-se sobre um montículo de terra e começou a uivar. Tonna me revelou que sentiu algo como que um choque elétrico em todo o seu corpo e um calorão. Então ele levantou o seu braço para proteger os seus olhos. Após alguns minutos o Ufo foi embora, acendendo luzes em tonalidades que iam do claro ao laranja e ao vermelho. O cão Topo não se alimentou ou bebeu coisa alguma depois do episódio e estrebuchava esfregando-se no chão em torno dele mesmo. Na manhã seguinte do terceiro dia o seu corpo foi encontrado no mesmo local onde se sentara rosnando para o Ufo. O braço de Tonna estava queimado por uma radiação, de conformidade com o diagnóstico que o seu médico lhe forneceu.
O filho de Tonna, Túlio - 19 anos, viu o incidente de dentro da sua casa. Um estudante de veterinária da Universidade de Salto contou-me que um dos seus professores foi ao rancho para autopsiar o cachorro. Túlio mostrou-me o resultado da autópsia que dizia, em parte: "O cabelo ao longo da espinha do animal estava pegajoso, mas completamente duro. A gordura debaixo da pele foi encontrada fora da pele. A gordura é normalmente sólida, portanto, para sair fora da pele teria que ter se dissolvido e saído através dos poros. Uma vez fora, solidificou-se outra vez. O animal foi exposto a uma temperatura muito alta que não poderia ter sido atingida naturalmente, sem que algo provocasse o seu aumento".
"Todos os casos sangüíneos sangraram muito e todos os capilares se partiram. A ruptura dos vasos sangüíneos foi causada por uma ascensão da temperatura que não poderia ser natural. Os rins, normalmente escuros e vermelhos, estavam completamente amarelos, causados por febre alta".
"Todos os vasos sangüíneos também se encontravam amarelos. Com todos os vasos sangüíneos partidos, o animal começou a sangrar por dentro, perdendo muito sangue. 48 horas depois o montante de sangue circulante era insuficiente e ele morreu de um ataque cardíaco".
Vera: Você poderia fornecer aos leitores algumas "dicas" de como levar a efeito uma investigação de Ufos?
Bob Pratt: Você tem duas metas quando vai investigar um "sighting": 1) determinar se a testemunha fala a verdade; 2) ouvir toda a estória. Há pessoas denominadas "debunkers" que adoram enganar os investigadores para os ridicularizarem. Também existem algumas outras que falsamente clamam que viram um Ufo quando tudo o que desejam é a publicidade. Felizmente, nunca fui ridicularizado e tenho encontrado poucos mentirosos que falseiam os seus encontros. O fato é que a maioria das testemunhas reluta em falar o que viram porque temem o ridículo.
Outro problema é o de que alguns investigadores já decidiram o que os Ufos são, de onde vieram e porque estão aqui. Não me encontrarão dentre eles. As testemunhas geralmente pensam que os investigadores são experts em Ufos e, a meu ver, ninguém o é. Portanto, os investigadores têm que tomar cuidado com o que dizem.
Certa vez, escutei um investigador dizer para uma testemunha, um homem, que ele havia visto uma nave espiã de 45 pés (15 mts) proveniente de Zeta Reticuli. Este tipo de investigadores apenas enlameia águas e contaminam para sempre um caso, porque as testemunhas acreditam que eles são experts. O ponto de vista do investigador ou os seus pensamentos nunca deverão ser ditos durante as entrevistas, porque virtualmente, nada do que ele disser deverá servir como uma coisa passível de influenciar a mente da testemunha. Você deverá se locomover até os locais onde as testemunhas vivenciaram os "sightings" ou encontros e não conversar tão somente com as testemunhas, mas com os outros, incluindo a polícia, vizinhança, etc. Você deve estar segura de que a pessoa está lhe dizendo a verdade e que não está brincando ou falseando com você, pois você nunca poderá estar segura de que a pessoa não está mentindo. Os vizinhos, a polícia e outros, entretanto, podem ajuda-la a determinar se a pessoa é honesta e verdadeira.
Quando em uma entrevista, eu prefiro fazer uma gravação (sempre com um gravador de fita magnética) começando com a locação e data da entrevista, depois peço à testemunha que se identifique incluindo a sua idade, endereço e ocupação. Depois, peço-lhe para narrar toda a estória sobre o que lhe aconteceu, do princípio ao fim, sem a interromper. Somente após terminado o relato, questiono a testemunha. Dirijo-lhe tantas perguntas quanto as necessárias para que eu possa mentalmente visualizar com exatidão o que ele viu e experienciou. Eu desejo "ver" o que ela viu para poder compreender melhor o acontecimento.
Você poderá também, formular a mesma questão, no interrogatório, de maneiras diversas para a verificação de se a testemunha responde coerentemente com o que já respondera, ou se ela comete discrepâncias e tropeça ao responder. Se o tempo de que dispõe permitir, você pode voltar a interrogar a pessoas por mais vezes, até se certificar de que a estória contada pela testemunha é sempre a mesma. Este procedimento lhe trará também, a chance de recolher detalhes mais profundos e fazer perguntas que ainda não dirigiu à testemunha nas outras vezes em que a entrevistou. Nunca perguntei todas as questões que deveria perguntar na primeira visita.
Vera: O que você vê como sendo o futuro da ufologia?
Bob Pratt: Os ufólogos americanos são muito combativos e brigam muito. Suspeito que isto aconteça também, em todos os países.Nos Estados Unidos as contendas chegam a ser muito desagradáveis e às vezes são até contraproducentes. O ceticismo e o questionamento são bons e necessários, mas ataques pessoais destroem todas as chances de se forjarem alianças de cooperativismo na pesquisa o que poderia levar à solução do mistério Ufos.
O falecido Dr. J. Allen Hynek -o primeiro cientista americano que afirmou, publicamente, que os Ufos deveriam ser estudados seriamente - tentou fundar, durante anos a fio, uma organização mundial de ufólogos qualificados, para a investigação ufológica. Em 1982 ele disse aos ufólogos argentinos da cidade de Rosário: "Se eu tivesse qualquer mensagem a ser dada a vocês ela seria a do chamamento de todos para a formação de uma organização internacional composta por pesquisadores sérios em cada país e que estejam qualificados para serem membros desta organização". Continuou: "De maneira alguma esta é uma tentativa para promover o elitismo ou ser elitista... Isto é feito em todos os ramos da ciência. Para pertencer a esta organização, cada um deve ter as credenciais necessárias". Isto significa: "Nenhum fraudador, charlatão ou ocultista irá ser solicitado". Para ele o problema se constituía nisto: "O campo da ufologia ainda não adotou nenhuma norma. Qualquer um pode nomear-se um "expert". No ano seguinte, no Segundo Congresso Internacional em Brasília, os ufólogos assinaram um acordo criando e organizando um comitê. Porém muito pouco foi feito a partir disto e não estamos perto de termos uma organização mundial. Isto é um infortúnio, porque uma organização mundial ainda é uma boa idéia. Mas se os ufólogos brigam o tempo todo, como poderíamos organizar um grupo mundial que pudesse trabalhar em conjunto, protegendo e assegurando a qualidade das investigações ufológicas e construindo uma data-base sólida de informações que nos poderiam levar, um dia, à solução deste mistério. Bob Pratt.
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