Padre Eustáquio e Juscelino
JK em ritmo de Paranormalidade
A família Kubitsheck conheceu o Padre Eustáquio quando este sacerdote e taumaturgo holandês ainda vivia em Belo Horizonte. Juscelino e Sarah dele receberam bênção valiosa, com o nascimento tão almejado da filha Márcia! Sarah não conseguia engravidar e o casal recorreu ás bênçãos do Padre Eustáquio, muito famoso na Capital de Minas pelos verdadeiros milagres que realizava num( então ), bairro humilde de Belo Horizonte que após a sua morte , muito merecidamente, recebeu o seu nome e onde uma igreja imponente e muito freqüentada foi erguida: O Bairro Padre Eustáquio e a Igreja de Padre Eustáquio, onde o seu corpo repousa em uma cripta. Padre Eustáquio faleceu nos finais dos anos 40 em Belo Horizonte, vitimado pela febre tifóide adquirida através da mordida do carrapato, um dos seus transmissores. A “beatificação” e conseqüente “santificação” do Padre Eustáquio estão tendo o seu curso tradicional em Roma.
O fato que vamos narrar aqui, eu o ouvi dos lábios do próprio Presidente JK quando nós dois fomos padrinhos de batismo de Fernando Soares Coelho, sobrinho neto do Dr. Julio Soares, marido de Naná a única irmã de JK. Dr. Julio, médico famoso, era a pessoa a quem Juscelino considerava como a um verdadeiro irmão e a ela sempre recorria com confiança como seu mentor, em todas as dificuldades que a vida lhe trazia . JK estava vivendo um momento muito difícil, no início da sua candidatura á Presidência da República. No Palácio Das Mangabeiras, em BH, após semanas e dias de reuniões intensas e cansativas, o então governador de Minas e candidato á Presidência da República implorou por um momento de descanso.
Fim de tarde....Juscelino encerrou todos os debates alegando que iria descansar nos seus aposentos , pedindo solene e incisivamente que nada ou ninguem o incomodassem , até que ele se recuperasse da sua compreensível exaustão. “ Fui para o meu quarto e fechei as cortinas, sentei-me na minha cama e peguei o meu travesseiro para molda-lo ao meu gosto e....foi quando a porta do quarto se abriu e através dela entrou um padre. Fiquei irritadíssimo, internamente, com a flagrante desobediência ás minhas ordens severas. Fiquei pensando.....Agora, este padre vai me pedir esmolas para a sua Paróquia, etc. e tal....mas, em silêncio, o padre caminhou na minha direção e no lusco-fusco do meu quarto eu o reconheci quando dobrou o seu corpo para ficar na minha altura : o Padre Eustáquio, já falecido há algum tempo!
“ O Padre Eustáquio então me disse que viera me abençoar, que eu fora designado para servir o meu país como seu Presidente, mas que iria sofrer, enfrentar muita angústia e insegurança antes da minha posse. A sua benção seria na intenção de ajudar-me a atravessar estas ocasiões , a suporta-las e vence-las . Recebi a benção em estado de estupefação, a garganta presa, sem dar uma só palavra. Padre Eustáquio se dirigiu até á porta do quarto ganhando o corredor. De um salto eu o segui e o corredor ........estava completamente vazio!!!!!!”Sai gritando: “Cadê o Padre?” “Que Padre? Aqui no Palácio não entrou ninguém, muito menos um Padre!”, respondiam todos.
Foi assim, singelamente, que Juscelino contou-me este episódio muito relevante , logo após a sua volta do seu exílio injusto, no dia do batizado de Fernando Soares Coelho, sobrinho neto do seu cunhado –irmão- e mentor querido, Dr. Julio Soares , e meu sobrinho, filho do meu único irmão. V. F.
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