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Presença da Gnose.

O pensamento gnóstico tem despertado muito interesse nos últimos tempos e os estudos sobre a Gnose progrediram bastante. A Gnose chama a atenção não só por seus aspectos históricos e antropológicos, que ajudam a explicar os pontos cruciais da atribulada trajetória da humanidade, mas também por seu caráter psicológico profundo, de extrema atualidade, como conhecimento divino, ou fogo liberador que irrompe das mais íntimas profundidades da pessoa humana.
Hoje em dia muitos sábios, filósofos, psicólogos, humanistas, etc., encontraram na Gnose as orientações precisas que levam a esclarecer os grandes enigmas do Universo e do Homem. Basta recordar a famosa frase: "Nosce te Ipsum", que deve traduzir-se assim: "Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses".
A Gnose sempre foi um conhecimento misterioso, que parece surgir espontaneamente nas mais diversas épocas e lugares. O estudioso francês Serge Hutin diz o seguinte: "Se o gnosticismo não fosse mais que uma série de aberrações doutrinárias, próprias de hereges cristãos dos três primeiros séculos, seu interesse seria puramente arqueológico. Mas é muito mais que isso, a atitude gnóstica aparecerá espontaneamente, além de qualquer transmissão direta. O gnosticismo é uma ideologia mística que tende a reaparecer incessantemente na Europa e em outros lugares do mundo em épocas de grandes crises ideológicas e sociais".
E também afirma: "Ainda que muitos gnósticos falem uma linguagem desconcertante para o homem contemporâneo, sua atitude no fundo é muito moderna: se apresentam como homens preocupados com o futuro do mundo, procurando uma solução para os problemas que o envolvem".
Foram encontrados pergaminhos, manuscritos e outros textos que, ao serem traduzidos, mostram a profundidade das doutrinas gnósticas praticadas desde antes de Jesus Cristo e também depois de Sua Vinda, fundindo-se com as primeiras comunidades cristãs. Pode-se dizer que o Cristianismo nascente encontrou seu primeiro ponto de apoio nos filósofos gnósticos daquela época.
O Gnosticismo, ou grupos de doutrinas relativas à Gnose, constitui-se no que é a tradição esotérica das diversas religiões, em especial do Cristianismo. Podemos dizer que a Gnose é aquele elo secreto que une a sabedoria do Oriente com a do Ocidente.
No Budismo, vamos encontrar a Gnose principalmente naquelas formas que se caracterizam pela transmissão direta, como o zen, as formas esotéricas tibetanas, o Prajna-Paramita, etc.
A palavra "zen" é a forma japonesa do "ch'an" chinês, que por sua vez vem do "dhyana" sânscrito, do qual se deriva também "Gnana" (sabedoria), que vem finalmente a dar no grego e daí Gnose em nossa língua.
No Islã também vamos encontrar a Gnose na parte esotérica, no Sufismo.
Na Pistis-Sophia, livro que pode ser considerado a Bíblia Gnóstica, vimos a saber que Jesus revelou a Gnose oralmente a seus discípulos, depois da Ressurreição.
Após os primeiros séculos do Cristianismo, a pura Gnose Cristã teve que se envolver no véu do hermetismo, pois sua existência manifesta já não era mais conveniente à religião de estado que então se formou.
No entender de um antigo Patriarca Gnóstico, Clemente de Alexandria, "Gnose é um aperfeiçoamento do homem enquanto homem". "A Gnose, transmitida oralmente depois dos apóstolos, chegou a um pequeno número de pessoas.
As doutrinas gnósticas, sendo doutrinas de regeneração, ocupam-se especialmente do trabalho com a energia criadora, a transmutação ou alquimia sexual, ou tantrismo, como é conhecida no Oriente a ciência gnóstica da supra-sexualidade.
É interessante saber que a misteriosa ciência dos alquimistas teve origem na Gnose de Alexandria. De Alexandria, ela passou a Bizâncio e aos Venezianos. Mas foram os Árabes que levaram a Alquimia à cristandade européia, via Espanha.
Na alquimia tântrica, o amor desempenha um papel essencial. Não é sem motivo que ilustrações feitas pelos alquimistas mostram sempre um casal em atitude amorosa.
O que caracteriza o tantrismo é que ele está totalmente apoiado num progressivo e total domínio da sexualidade - o que também é exigido de todo alquimista. "O tantrismo e a alquimia têm em vista os mesmos objetivos: a reconquista progressiva dos poderes perdidos pelo homem por ocasião da queda (sexual) no Éden, o domínio total das energias ocultas do cosmos e também das energias que se encontram no próprio homem".
Em todo o caso, mesmo velada pelo hermetismo, vemos a Gnose através dos tempos servindo como fonte maior de inspiração para grandes homens. Vamos encontrar influências gnósticas em Kant, Goethe, Nietzche, na obra de Wagner, de Beethoven, etc., etc. O pensamento gnóstico se delineia na obra de Shakespeare, que desnuda a fragilidade psicológica que há por trás das aparências do animal racional.
Hoje em dia, em que a humanidade passa por grandes crises e a necessidade urgente de grandes transformações, já se notam os sinais de um renascimento gnóstico no mundo todo.
Norbert Wierner, moderno teórico da informação e da cibernética, diz o seguinte:
"Informação é informação. A informação é uma terceira unidade básica, lado a lado com a energia e a matéria, uma entidade própria".
Os gnósticos dizem que: "Todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência".
Também Harold Bloom, intelectual influente e crítico literário, identificou a Gnose com a moderna teoria da informação.
Hoje é possível encontrar uma interpretação autêntica da Gnose, através da obra de Samael Aun Weor. Este sábio contemporâneo passou em vida pela experiência gnóstica da auto-realização íntima do Ser, e deixou detrás de si seus testemunhos e ensinamentos em uma obra escrita de mais de 50 livros. Este grande mestre gnóstico renunciou aos direitos autorais sobre sua obra, deixando-a como patrimônio cultural da humanidade.

Gnose, portanto, é conhecimento, mas, apesar de ser a chama única de onde saem a ciência, a arte, a filosofia e a religião, não é um conhecimento mundano ou meramente intelectual. Gnose é mais um conhecimento secreto, íntimo, a sabedoria imanente que há em cada pessoa e que, quando despertada, alimenta e faz crescer dentro de nós aquele homem interior do qual nos falou Paulo de Tarso
Estudar a Gnose do ponto de vista intelectual, como uma filosofia, não é suficiente.
"A Gnose vive nos fatos, enfraquece nas abstrações e é difícil de ser encontrada nos pensamentos, mesmo nos mais nobres".
A prática gnóstica é a prática do auto-conhecimento, o que implica em um sério e prolongado trabalho sobre si mesmo.
A seguir, para uma melhor compreensão do leitor, transcreveremos algumas palavras de Samael Aun Weor, sobre Antropologia Gnóstica.
"Inquestionavelmente, o conhecimento gnóstico sempre escapa às normais análises do raciocínio subjetivo.
O correlato deste conhecimento é a intimidade infinita da pessoa, o Ser.
A razão de Ser do Ser é o próprio Ser. Somente o Ser pode conhecer-se a si mesmo. O Ser, portanto, se auto-conhece na Gnose.

O AUTO-CONHECIMENTO do Ser é um movimento supra-racional que depende dele, que nada tem a ver com o intelectualismo.
O abismo que existe entre o Ser e o Eu é infranqueável e por isto o Pneuma, o Espírito, se reconhece e este reconhecimento é um ato autônomo para o qual a razão subjetiva do "mamífero intelectual" é ineficaz, insuficiente, terrivelmente pobre.
Auto-conhecimento, auto-gnose, implica na aniquilação do Eu, como trabalho prévio, urgente, inadiável.
O Eu, o Ego, é constituído por somas e subtrações de elementos subjetivos, infra-humanos, animais, que, indubitavelmente, têm um princípio e um fim.
A Essência, a Consciência, embutida, engarrafada dentro dos diversos elementos que constituem o Mim Mesmo, o Ego, infelizmente se manifesta dolorosamente, em virtude de seu próprio condicionamento.
Dissolvendo o Eu, a Essência, a Consciência, desperta, ilumina-se, liberta-se, advindo então como corolário, o auto-conhecimento ou a auto-gnose.
A revelação legítima tem seu fundamento irrefutável na auto-gnose.
A revelação gnóstica é sempre imediata, direta, intuitiva, exclui radicalmente as operações intelectuais subjetivas. Nada tem a ver com a experiência e aglomeração de dados fundamentalmente sensoriais.
A inteligência, ou "Nous", em seu sentido gnoseológico, embora possa servir de embasamento à intelecção iluminada, nega-se rotundamente a cair no vão intelectualismo.
São evidentes e manifestas as características ontológicas, pneumáticas ou espirituais de Nous (Inteligência).
Em nome da Verdade, declaro solenemente que o Ser é a única Real Existência, ante cuja transparência inefável e terrivelmente divina isso que chamamos Eu, Ego, Mim Mesmo, Si Mesmo, são meramente trevas exteriores, pranto e ranger de dentes.
A auto-gnose, ou reconhecimento auto-gnóstico do "Ser", dada a vertente antropológica do pneuma ou espírito, é algo decididamente salvador.
Conhcer-se a si mesmo é ter alcançado a identificação com seu próprio Ser divinal. Saber-se idêntico com seu próprio pneuma ou espírito, experimentar diretamente a identificação entre o conhecido e o conhecedor é isso que podemos e devemos definir como auto-gnose.
Pelo contrário, continuar como Ego dentro da heresia da separatividade, afastar-se do Ser, significa condenar-se à involução submersa nos "mundos infernos".
Essa reflexão evidente nos conduz ao tema da "Livre Escolha" Gnóstica. O gnóstico sério é um escolhido a posteriori.
A experiência gnóstica permite ao sincero devoto conhecer-se e auto-realizar-se completamente.
Entenda-se por auto-realização o harmonioso desenvolvimento de todas as infinitas possibilidades humanas.
Inexiste, pois, nas correntes gnósticas, o dogma da predeterminação ortodoxa. Isto nos condicionaria, lamentavelmente, numa estreita concepção da deidade antropomórfica.
Deus em grego é Theos. Em latim, é Deus. Em sânscrito, "DIV" ou "DEVA", palavra que se traduz como Anjo ou Anjos.
Mesmo entre os mais conservadores povos semíticos, o mais antigo Deus de luz, "EL" ou "ILU", aparece nos primeiros capítulos do Gênesis em sua forma plural sintética dos Elohim.
Deus não é nenhum indivíduo humano ou divino em particular. Deus é Deuses. Ele é o exército da voz, a grande palavra, o verbo do evangelho de São João"; o Logos criador, unidade múltipla perfeita.
Auto-conhecer-se e realizar-se no horizonte das infinitas possibilidades implica o ingresso ou reingresso à hoste criadora dos Elohim.

Esta é a segurança do Gnóstico. O Ser a ele se descobriu integramente, e seus esplendores maravilhosos, destroem radicalmente toda ilusão.
A abertura do "pneuma" ou espírito divino do homem, encerra o total conteúdo soteriológico.

Se hoje possuímos a Gnose dos grandes mistérios arcaicos, é porque alguns homens muito santos, devido à sua lealdade doutrinária, conseguiram aproximar-se do dinamismo revelador do Ser.
A divindade suprema gnóstica é caracterizada como Agnostos Theos, o espaço abstrato absoluto, o Deus ignorado ou desconhecido, a realidade una, da qual emanam os Elohim, na aurora de qualquer criação universal. Inquestionavelmente, as faculdades de cognição humana jamais poderiam passar além do império cósmico dos Logos Macho-Fêmea, o Demiurgo Criador, o Exército da Voz (o Verbo).
JAH-HOVAH, o Pai-Mãe secreto de cada um de nós, é o autêntico Jehová.
JOD, como letra hebraica é o "Membrum virile" (o princípio masculino).
EVE, HEVE, (EVA), o mesmo que HEBE, a deusa grega da juventude e a noiva olímpica de Hércules, é o "YONI", o cálice divino, o eterno feminino.
Todas as nações têm seu primeiro Deus ou Deuses como andróginos e não podia ser de outro modo, posto que consideravam seus longínquos progenitores primitivos, seus antecessores de duplo sexo, como seres divinos e deuses santos, assim como fazem hoje os chineses.
Com efeito, a concepção artificial de um Jehová antropomórfico, exclusivista, independente de sua própria obra, sentado lá em cima num trono de tirania e despotismo, lançando raios e trovões contra este triste formigueiro humano, é o resultado da ignorância, mera idolatria intelectual.
Infelizmente, esta concepção errônea da verdade se apoderou tanto do filósofo ocidental como do religioso afiliado a qualquer seita desprovida por completo dos elementos gnósticos.
O que os Gnósticos de todos os tempos rejeitaram não é o Deus desconhecido, Uno, e sempre presente na Natureza, ou a Natureza in abscondito, mas o Deus do dogma ortodoxo, a espantosa deidade vingativa da lei de talião (olho por olho e dente por dente).
A Deidade Incognoscível é o Espaço Abstrato Absoluto, a raiz sem raiz de tudo quanto foi, é, ou há de ser.
Esta causa infinita e eterna acha-se desprovida de toda classe de atributos. É Luz Negativa, existência negativa, está fora do alcance de todo pensamento ou especulação.
Entre os limites extraordinários do Ser e do Não Ser da Filosofia, produziu-se a multiplicidade ou queda.
O mito gnóstico da queda de "Sophia" (a divina sabedoria), alegoriza este terrível transtorno no seio do Pleroma.
O desejo, a fornicação, o querer sobressair como Ego, origina o descalabro e a desordem, produz uma obra adulterada que, inquestionavelmente, fica fora do âmbito divinal, mesmo que nela permaneça aprisionada a Essência, o BUDDHATA, o material psíquico da criatura humana.
O impulso para a Unidade da Vida livre em seu movimento pode desviar-se para o Eu, e na separação fraguar todo um mundo de amarguras.
A queda do homem degenerado é o fundamento da Teologia de todas as nações antigas.
Segundo Filolao, o Pitagórico (século V antes de J.C.), os filósofos antigos diziam que o material psíquico, a Essência, estava aprisionada dentro do Eu como numa tumba, como castigo por algum pecado.
Platão dá testemunho de que esta era a doutrina dos Órficos, e ele mesmo a professava.
O desejo desmedido, o desequilíbrio do regime da emanação, conduz ao fracasso.
O querer distinguir-se como EGO origina sempre a desordem e a queda de qualquer rebelião angélica. Na palavra Elohim encontramos uma chave transcendental que nos convida à reflexão. Certamente, Elohim se traduz como "Deus" nas diversas versões autorizadas e revisadas da Bíblia. É um fato inegável, não somente do ponto de vista esotérico, mas também lingüístico, que o termo Elohim é um nome feminino com uma terminação plural masculina. A tradição correta do nome Elohim, (ou Elojim, pois em hebreu o H soa como J em espanhol, é DEUSAS e DEUSES. O espírito dos princípios masculino e feminino se estendia sobre a superfície do que ainda não tinha forma e a criação teve lugar.
Inquestionavelmente, uma religião sem deusas está a meio caminho do completo ateísmo.
Se queremos de verdade o equilíbrio perfeito da vida anímica, devemos render culto a Elohim (os Deuses e Deusas dos antigos tempos), e não ao Jehová antropomórfico, rejeitado pelo grande Kabir Jesus.
O culto idólatra do Jehová antropomórfico, em vez de Elohim, é certamente um poderoso impedimento para a obtenção dos estados de consciência supra normais.
A desviação do Demiurgo Criador, a antítese, o fatal, é a inclinação para o egoísmo, a origem de tantas amarguras.
Indubitavelmente, a consciência egóica identifica-se com "JAHVÉ", o qual, segundo Saturnino de Antioquia, é um anjo caído, o gênio do mal.
A Essência, a Consciência, engarrafada dentro do Ego, manifesta-se dolorosamente no tempo, em virtude de seu próprio condicionamento.
A situação - por certo não muito agradável - repetida incessantemente nos relatos gnósticos, do Pneuma submetido cruelmente às potências da Lei, ao Mundo e ao Abismo, são muito evidentes para ficarmos insistindo aqui sobre ela.
É evidente a debilidade e a desconcertante impotência do pobre mamífero intelectual equivocadamente chamado homem, para levantar-se do lodo da terra sem o auxílio do Divino.
Existe por aí um provérbio popular que diz: "A Deus rogando e com o malho dando".
Com palavras ardentes, declaramos: Unicamente o "Hálito Divino" pode reincorporar-nos na Verdade; contudo, isto só é possível à base de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários.
A posse específica da Gnose vai sempre acompanhada de certa atitude de estranheza frente a este mundo mayávico, ilusório.
O gnóstico autêntico quer uma mudança definitiva, sente intimamente os secretos impulsos do Ser. Daí a sua angústia, rejeição e embaraço diante dos diversos elementos infra-humanos que constituem o Eu.
Quem anseia perder-se no Ser, carrega a condenação e o espanto diante dos horrores do Mim Mesmo.
Contemplar-se como um momento da totalidade é saber-se infinito e rejeitar, com todas as forças do Ser, o egoísmo asqueroso da separatividade.
Dois estados psicológicos se abrem diante do gnóstico definido:
a) - O do Ser, transparente, cristalino, impessoal, real e verdadeiro.
b) - O do Eu, conjunto de agregados psíquicos personificando defeitos, cuja única razão de existir é a ignorância.
Eu superior e Eu inferior constituem apenas duas seções de uma mesma coisa, aspectos diferentes do Mim Mesmo, variadas facetas do infernal.
O denominado Eu Superior é uma artimanha do Mim Mesmo, um ardil intelectual do Ego que busca escapatórias para continuar existindo. É uma forma muito sutil de auto-engano.
O Eu é uma obra horripilante de muitos tomos: o resultado de inumeráveis ontens, um nó fatal que temos de desatar.
O auto-enaltecimento egóico, o culto ao Eu, a superestimação do Mim Mesmo é paranóia, idolatria da pior espécie.
A Gnose é revelação, aspiração refinada, sintetismo conceitual, máximas aquisições.
Evidentemente, tanto em essência como em acidente, Gnose e Graça são identificáveis fenomenologicamente.
Sem a graça divina, sem o auxílio extraordinário do hálito sagrado, a auto-gnose, a auto-realização-íntima do Ser, seria algo mais que impossível:
Auto-salvar-se é o indicado e isto exige plena identificação do que salva e com o que é salvo.
O divino que habita no fundo da Alma, a autêntica e legítima faculdade cognitiva, aniquila o Ego e absorve a Essência em seu "PAROUSIA" e em total iluminação a salva. Este é o tema do "SALVATOR SALVANDUS".
O Gnóstico que foi salvo das águas fechou o ciclo das amarguras infinitas; franqueou o limite que separa o âmbito inefável do Pleroma das regiões inferiores do Universo, escapou valentemente do Império do Demiurgo porque reduziu o Ego à poeira cósmica." Virgílio Campos Novais - mestre gnóstico.

 
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