Johnson comenta a minha revisão
O Dr. Wing enviou a minha revisão para Johnson e Johnson endereçou as suas respostas para o Dr. King. Recebi o e.mail de Johnson (via Dr. King) aos 20/9/1997. Enviei aos Dr. King, por e.mail o que está escrito nesta página aos 04/10/1997. Aos 18/01 e 15/05/1998, perguntei ao D. King se ele havia transmitido os meus comentários para Johnson. Não recebi resposta do Dr. King. Portanto, não tenho ainda a certeza de que ele tenha enviado a minha resposta para Johnson. Gert Korthof.
Dr. King (Johnson agradece e se explica) -Muito lhe agradeço pelo envio da revisão, a qual li com prazer. Aqui vão os meus comentários, que estarão liberados para serem enviados para GertKorthof e será bem-vinda a publicação no seu website: 1 Um problema no decorrer da revisão (Mostre-me todas as outras partes, Mr. Johnson!!) é que Korthof cota sentenças fora do contexto e coloca na minha boca palavras que cotei de outros autores, igualmente hostis. Pro exemplo, ele atribui a mim a afirmação de que é um erro grave inserir Deus nos relatos científicos da (fala) origem da vida... (página 166) (veja nota 4). A sentença pertence a uma seção do epílogo onde eu sumarizo as críticas feitas ao meu livro por teístas evolucionista. Não há o menor erro, desde que ele colocou a sentença grifada e a usou na nota 4 para me colocar dentro da metodologia naturalista!
Gert Korthof responde:
É verdade que cotei a crítica. Mas no seu livro (página 166) e em todas as versões da minha revisão se encontra: (3) “verdadeiramente, é um erro grave”... Entendi, com a palavra “verdadeiramente”, que Johnson concordava com esta crítica particular. É impossível, para Johnson, concordar com a crítica? É exatamente a palavra “verdadeiramente” que foi omitida por Johnson na cota acima do seu e.mail: a palavra exata que me causou a crença na sua concordância com a crítica. Minha interpretação está realmente muito emparelhada com a própria observação de Johnson feita no final do epílogo de Darwin on Trial. “Há um riso em assumir-se tal projeto, é lógico, da forma como os teístas evolucionistas constantemente nos chamam a atenção, se referindo Pa necessidade de esquivar-nos de nos valermos de um “Deus das lacunas”. (página 169) Aqui está uma forte sugestão de que Johnson concorda com a crítica dos teístas naturalistas, mas aparentemente ele a rejeita agora. Tenho o direito de sinalizar as suas próprias palavras, mas, logicamente, o autor de um livro tem sempre a última palavra a respeito do significado das suas afirmações. Em vista disto, deletei a cotação da minha revisão versão 3.3. Ao invés desta, inclui a cotação desde as Primeiras Coisas, que demonstram, sem sombra de dúvida, que ele acredita num “Deus das lacunas”. Para prevenir mal entendidos seria melhor que Johnson afirmasse claramente – “Acredito num Deus das lacunas”.
Johnson:
Algumas das minhas explicações foram trucidadas similarmente por uma leitura mal feita, como a minha explicação para o problema da tautologia, claramente explicada no capítulo dois e irreconhecível no sumário de Korthof.
Korthof:
Johnson é sutil. Talvez haja um mal entendido porque eu não estatifiquei claramente e o bastante qual era a opinião de Johnson e qual seria a minha. Vou aperfeiçoar a minha revisão neste ponto.
Johnson:
Nesta oportunidade e em outras, Korthof não compreendeu a importância dada pelos darwinistas ao emprego de conceitos que convenceriam o público de que a sua teoria seria, não tão somente verdadeira, mas também indisputável. Estou certo de que as intenções de Korthof são honestas, mas as pessoas que estão acostumadas a identificarem o naturalismo metafísico com a razão, são freqüentemente inábeis. 2. Note-se o relacionamento indistinto entre o darwinismo e a “verdade”. Perguntar quando a teoria é verdadeira é perguntar pela questão errada, de acordo com Korthof; trata-se de ciência normal, solvem-se quebra-cabeças (não necessariamente com as respostas corretas, mas com as respostas que satisfazem os darwinistas), e isto é o bastante. Os darwinistas demandam, continuamente, que todos aceitem a sua teoria (especialmente a sua metafísica) como verdadeira e chamam os advogados quando um professor ousa sugerir outra coisa. Quando desafiados para justificarem o seu dogmatismo, contudo, eles de defendem dizendo que estão justamente jogando o jogo da ciência.
Korthof:
Perguntar quando a teoria é verdadeira é perguntar pela questão errada, NÃO DE ACORDO COM KOPRTHOF, MAS DE ACORDO COM POPPER. Melancolicamente, Johnson de imediato ataca o darwinismo e ignora totalmente que eu cotei a visão de POPPER da verdade, na minha revisão. Johnson elogia e usa Popper, extensivamente, em Darwin On Trial. Não obstante o que se encontra na minha revisão é: “Estas são questões completamente não-popperianas”. E forneci as cotações de Popper para ilustração. Não vejo o sinal de que Johnson esteja interessado nas ciências empíricas como vistas pelos filósofos da ciência, como Popper.
A melhor coisa que posso fazer é fornecer cotações completas de Popper:
“Durante anos descobri que as pessoas têm grande dificuldade em admitir que as teorias são consideradas, logicamente, o mesmo que hipóteses. A visão prevalecente era a de que as hipóteses são ainda teorias não comprovadas, e de que as teorias são hipóteses provadas e estabelecidas. Mesmo aquelas que admitem o caráter hipotético de todas as teorias ainda acreditavam que elas necessitavam de alguma justificação; e de que, se não puderem demonstrar que são verdadeiras, sua verdade teria que ser altamente provável. O ponto decisivo em tudo isto, o caráter hipotético de todas as teorias científicas, era para a minha mente uma conseqüência de lugar- comum favorável da revolução einsteiniana, a qual demonstrou que nem tão somente a teoria testada com maior sucesso, com a de Newton, deveria ser olhada como mais do que uma hipótese de uma aproximação da verdade”.
Korthof:
De Karl Popper: “Unended Quest na Intellectual Biography” – 1976. Fontana paperback –página 81. Johnson não tão somente ignorou o conceito de verdade de Popper, no seu e.mail, mas também no seu livro. Isto causa inconsistências como os desencaminhados ataques aos darwinistas na página 133 de Darwin on Trial, onde ele discute as respostas dos darwinistas para a questão – A teoria da evolução é verdadeira? – As respostas recebidas por Johnson: 1. O neo-darwinismo é a melhor explicação científica que temos 2. É a nossa maior aproximação da verdade 3. Qualquer teoria pode ser melhorada, são completamente concordantes com o conceito da verdade de Popper! A visão de Popper desta matéria não é uma opinião isolada, mas segue a lógica da sua filosofia da ciência. Não encontrei nenhuma explicação no livro de Johnson de porque ele aceita a filosofia da ciência, de Popper e ao mesmo tempo rejeita o conceito da verdade de Popper. Johnson pede certeza aos seus oponentes, prova e verdade absoluta, coisas que ele associa com a precisão e de tudo estar em ordem! Por favor, observem que novamente ele fala sobre o relacionamento indistinto entre o “darwinismo” e “verdade” ao invés de uma “teoria científica” e “verdade”, em geral. Ele ignora que o seu é o problema geral aqui e não o único da biologia ou do darwinismo. Ele, aparentemente, deseja separar o darwinismo do resto das ciências naturais.
Johnson:
3. Quais são as reivindicações que o darwinismo, verdadeiramente, faz? Korthof faz a assombrosa admissão de que “Darwin e os darwinistas não nos deram uma teoria de todas as coisas (everything) na biologia. Os darwinistas têm a pretensão de compreenderem os mais importantes problemas da biologia evolutiva, mas este não é o caso. O que se segue a este afirmação: evidentemente, muito pouco. A razão não é tão difícil de se encontrar: “o naturalismo está na base de toda a ciência”. Se este é o caso, então, algo toscamente parecido com o que o darwinismo tem como sendo “ciência” apesar da evidência. Observa-se a evidência somente para enche-la de detalhes. Veja a nota final (7): a divina influência é indetectável pela ciência, portanto, é praticamente inexistente. E sempre será, sempre indetectável, porque os naturalistas definiram as regras do jogo da ciência de maneira que qualquer evidência do “design” deverá ser descartada “a priori” para o solo da metafísica.
Korthof:
As regras científicas não são arbitrárias. Foram definidas para habilitar a ciência e não o contrário.as regras científicas não são definidas pelos darwinistas nem são regras únicas do darwinismo. Se alguém ler Darwin on Trial cuidadosamente, encontrará declarações como esta: “A tarefa da ciência não é especular porque Deus fez as coisas dessa maneira, mas para ver se a causa material poderá ser estabelecida pela investigação empírica”. (página 71). Esta é a opinião de Johnson. O que será isto a não ser um programa de pesquisas naturalístico? Exemplo: se os geneticistas observam um traço característico transmitido de geração para geração, sentem que se justifica a pesquisa na procura do gene(s) responsável por ele. Se eles não conseguem encontra-lo, não concluem que forças sobrenaturais estariam transmitindo este traço característico de uma geração para a próxima geração. Seriam estes geneticistas naturalistas dogmáticos e metafísicos? Eles estariam definindo as regras do jogo para excluírem a transmissão sobrenatural da informação genética? No modelo de Johnson para a ciência os geneticistas deveriam parar e concluírem: neste caso Deus, ele próprio, está fazendo a transmissão genética para escapar da acusação de ter “a priori” crença na metafísica. “Apesar da evidência” Há verdadeiramente um pronunciamento real: a função da observação em relação à teoria e em relação ao paradigma. É um pronunciamento complexo na filosofia da ciência, e muitos “experts” do campo têm discutido isto. Não vejo sinal de que Johnson está interessado no pronunciamento geral. Ele está ou parece estar satisfeito usando a frase “apesar da evidência” e muitas outras nesta guerra.
Gert Korthof Site: http://www.wasdarwinwrong.com
Permissão do autor
Tradução: Vera Filizzola
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