Postscript I
Darwin on Trial – Johnson on Trial
Gert Korthof Version 4.od 27/4/2001
Inicialmente, escrevi uma crítica muito favorável para “Darwin on Trial’, em parte, porque estava muito impressionado com a sabedoria de Johnson e a sua compreensão do darwinismo, considerando-se o fato de que ele é um professor de leis. Fiquei impressionado pelas afirmações como: “Johnson é o crítico acadêmico o mais respeitado, da evolução”, o que fez crescer as minhas expectativas. Fui ingênuo. Depois de ler Denton (1986) – Evolução: Uma Teoria em Crise – descobri que Johnson não fora original no seu criticismo. Penso que Johnson deve mais a Denton do que os quatro intróitos no index do seu livro sugerem. Não tão somente fatos, mas também muitas idéias, conclusões e o tema principal (ênfase do autor) do seu livro que estão também presentes no livro de Denton. Algumas cotações demonstram isto.
Evolução: Uma teoria em Crise – Denton (1985-1986) O final do capítulo 15 – The Priority of a Paradigm, contém a idéia de Kuhn de que um paradigma não é rejeitado quando os cientistas se deparam com muitas anomalias.
Denton escreve: “Quanto à visão kuhniana (....) está correta, ela, certamente, produz uma satisfatória explicação do porque, mesmo diante do que sejam “disprovas” ( sic), os conceitos darwinianos continuam dominando ainda muito o pensamento biológico da atualidade (pág. 356). Johnson (1993, pág. 120) escreve: “mas quaisquer que sejam as suas limitações como uma descrição, em geral, da ciência, o texto oferece um quadro esclarecedor da metodologia do darwinismo”. Portanto, Johnson expressa exatamente a mesma opinião, até mesmo a objeção de que a descrição de Kuhn pode estar errada.
Denton mencionou o critério de falsibilidade de Popper (pág. 75).
Denton devota a Popper o capítulo 12.
Denton escreve sobre a origem das novas espécies: “A evolução através da seleção natural (ênfase do autor) foi observada diretamente na natureza e está acima de qualquer dúvida razoável, que as novas e isoladas populações – espécies – reprodutivas, de fato, surgem das espécies pré-existentes”. (pág. 344). Johnson escreve: “A questão não é quando ocorre a seleção natural. Certamente, isto acontece”. (pág. 16). “Quando a seleção completou a produção de novas espécies, não é o ponto ...(...) O sucesso em dividir uma população de “fruitfly” (pequeno inseto) em duas ou mais populações separadas que não podem procriar não constituiria uma evidência de que um processo similar, com o tempo, produza uma “fruitfly” proveniente de uma bactéria”. (Johnson, pág. 19).
Acho remarcável para um criacionista aceitar a alegação principal de Darwin, de que a seleção natural possa causar a evolução de espécies. Denton o faz. Johnson o faz. Denton chama a isto de micro evolução. Johnson também. Denton rejeita a extrapolação vinda da micro para macro evolução. Johnson também. Além disso, não existe aqui tão somente uma concordância remarcável na distinção miro/macro, mas também nas conseqüências desta distinção: Denton conclui: “Se a origem compartilhou tão somente com a evolução de novas espécies ela jamais teria realizado o seu impacto revolucionário”. (pág. 46). Johnson escreve: “Se o empiricismo tivesse sido o primeiro valor apostado, o darwinismo, há muito tempo, teria se limitada à micro evolução, o que não ofereceria implicações teológicas ou filosóficas importantes”. (117,118).
Em relação ao Registro Fóssil, Denton escreveu sobre o “comércio secreto” da paleontologia. (pág. 194). Johnson escreveu sobre o “comércio secreto da paleontologia” na pág. 59. Denton cita Carl Sagan em relação à probabilidade da vida: Johnson faz o mesmo, mas indica nas suas notas de pesquisa que encontrou a citação de Sagan em Denton. Denton cota Sir Gavin de Beer (1971) no capítulo 7 em homologia. Johnson cota a mesma passagem na pág. 189 (ele mencionou Denton como fonte). Na origem da vida, Denton escreveu: “Nada ilustra mais claramente como o intratável problema da origem da vida apareceu, do que o fato de que as autoridades mundiais jogam seriamente com a idéia da panspermia”. (pág. 271) (Denton cotou Crick e Houle). Johnson escreveu: “Quando um cientista do calibre de Crick intui que deve invocar um homem espacial indetectável, é tempo de se considerar quando o campo da evolução pré-biológica chegou ao seu final”. (pág. 111). Denton escreve sobre a natureza metafísica das reivindicações evolucionárias (pág. 353). Johnson escreve: “Evolução na linguagem darwinista implica completamente, num sistema naturalístico metafísico”. (pág. 153).
Até mesmo o conceito mais célebre de Darwin on Trial, o naturalismo (grifo do autor), também está presente em Denton, com o mesmo contexto e significado! Denton emprega o naturalismo como a oposição do sobrenatural (355). Johnson, contudo, elabora mais em relação ao naturalismo. O tema central do livro de Johnson é o de que uma parte importante do darwinismo é metafísica. Até palavras como “inconcebível” e “inimaginável”, usadas por Denton para descrever a força do paradigma darwiniano, são usadas por Johnson no mesmo contexto.
Denton descreve o darwinismo como sendo um retrocesso do empiricismo puro, um retrocesso dos fatos: “Se alguém estava caçando um fantasma ou retrocedendo do empiricismo este foi, seguramente, Darwin”. Pág. 117 e 353). Johnson conclui: o mecanismo darwiniano criador de coisas complexas não é realmente e consequentemente, uma parte da ciência empírica, para finalizar.(pág. 158).
Denton discute a exibição em 1981 do British Museum of Natural History e a discussão subseqüente na revista Nature (cap. 6 pág. 138). O capítulo “Educação Darwinista” (Darwinist Education), no livro de Johnson discute o mesmo caso.
Denton rejeita as alternativas sobrenaturais para o darwinismo. Johnson rejeita as alternativas sobrenaturais para o darwinismo. Denton: “Finalmente, a teoria da evolução darwiniana é nada mais e nada amenos do que o grande MITO COSMOGÊNICO (grifo do autor) do século 20”. (pág. 358). Johnson escreveu: “A evolução darwinista é um mito de criação”. (pág. 133).
Se houver um tema de realce no livro de Johnson, seguramente, ele será o conflito entre o darwinismo e o teísmo. (grifo do autor).
Denton escreveu sobre este conflito: “o fato é que nenhuma religião derivada da bíblia pode estar realmente, compromissada com a teoria do darwinismo”. (pág. 66). Johnson escreve: “A metafísica naturalista através da qual Darwin se baseou é incompatível com qualquer teísmo significativo”. (pág. 162).
Estas comparações podem ser estendidas, facilmente, mas as que estão acima são suficientes para ilustrar o meu ponto de vista: Johnson não é o tal escritor original como foi descrito pelo seu editor e admiradores. Johnson não criou a sua crítica ao darwinismo. Ele não começou do nada. Johnson não poderia ter escrito o seu livro. Se todo o trabalho científico árduo, incluindo o criticismo, se isto já não tivesse sido feito por uma pessoa como Denton. Johnson. simplesmente, recontou histórias já sabidas. Johnson inicia seu epílogo cotando Steven Weinberg (um físico!): “Johnson é o mais respeitável crítico acadêmico da evolução”. Pág. 157). Será que Weinberg leu Denton ou tem conhecimento da extensa literatura anti-Darwin? De fato, são cerca de 400 trabalhos sobre a controvérsia entre a criação/evolução, listados na “Haywards Annotated Bibliography of the Criation/Evolution Controversy” publicadas antes do livro Darwin on Trial. O que é novidade no livro de Johnson? Johnson é fácil de se ler, mas a sua estória não é liberta do preconceito religioso. A estória científica plena, com todas as ilustrações, só poderá ser encontrada em Denton (1986). Johnson não usa o argumento do “design”, o que Denton discute largamente. Provavelmente ele descobriu a natureza materialística da reencarnação de Denton, do argumento de Paley sobre o”design” e decidiu que seria melhor silenciar. (Veja: Criticism nr 4 na minha revisão de Denton). A segunda diferença é que Johnson não está interessado no modelo tipológico de Denton. O que é “novo” (grifo do autor) em Johnson é que ele adicionou a guerra no seu livro. Ele proclamou que os darwinistas estão envolvidos numa guerra contra o teísmo. A guerra está mais óbvia no seu livro mais recente: Defeating Darwinism by Opening Minds. Ele está interessado em derrotar. A guerra fica mais obvia no título de uma fala: “How to sink a battleship” (como afundar um navio de combate). Não há julgamento sem guerra. Johnson não está interessado em desenvolver a ciência, a compreensão e o conhecimento. Johnson não tão somente descreve uma guerra , mas participa da guerra contra os ateus. A última meta é: controlar a estória da criação na vida pública.
Segue-se uma lista de P.S. que vai de setembro de 1998 a Janeiro de 2003.Publicaremos o mais recente:
Janeiro de 2003
Johnson escreveu sobre o quebra-cabeças representado sobre a cauda do pavão: “O que acho intrigante é que os darwinistas não se perturbam com a inadequação do gosto sexual manifestado pela pavoa. Por que a seleção natural, que supostamente formou todos os pássaros desde os seus predecessores, produz uma espécie onde uma fêmea deseja machos que ostentam perigosas decorações que atentam contra a vida” ? (pág. 30). Os biólogos possuem agora boas explicações para a cauda do pavão. É chamado o princípio do “handicap” (montagem). É linda e acessivelmente explicado no livro “The Handicap Principle” de A. e A. Zahavi (1977,1999).
Clique em “Entrevistas e Debates” nesta série, para tomar conhecimento de um dos debates entre Philip E. Johnson e Gert Korthof.
Tradução: Vera Filizzola
Permissão do autor: site: www.wasdarwinwrong.com
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