Onde se casam a mitologia e a ciência.
Confissão de um marmorista: "Estava exausto e procurando um local onde descansar. Meus passos me levaram à "pedreira", já inativa pela ação dos ecologista. Do jeito em que fora cortada nos seus tempos de atividade, a rocha tomara o perfil de um L. Sem pensar no que fazia, subi até à mesa do L e ali me deitei de comprido, a cabeça voltada para a rocha frente a mim, que subia como se fosse uma parede alta. Absorto, devaneando, contemplei os veios do mármore, um a um e os fui seguindo até o alto. Alguns deles se emaranharam até formarem uma mancha escura e nela eu me fixei. De repente a montanha escura "tomou vida" e os veios do mármore passaram a vibrar, a mancha vibrava mais do que todos eles e se destacando da rocha. Então, pareceu-me escutar uma voz profunda, vinda daquele ponto. A voz me censurava, sentidamente, pelas agressões que eu fizera ao seu corpo sem sequer lhe pedir a permissão e sem nenhuma palavra de arrependimento por lhe ter infligido tantas crueldades e tê-la maltratado tanto. Fiquei pregado ali e... Senti-me preso à rocha como parte dela, sentindo os seus sentimentos e as suas dores, como se ela e eu fossemos UM SÓ!" Este é um fato real, acontecido em uma das pedreiras de mármore do estado de Minas Gerais, a qual, quando em atividade, foi famosa no mundo inteiro por ser única. Produzia um mármore rústico e resistente a tudo e que polido, na Alemanha e na Itália, se tornara num revestimento resistente, belíssimo e sofisticado, para ser usado em pisos, objetos artísticos e em outros fins, nas maiores "feiras" mundiais, como a feira do mármore italiana, a mais famosa de todas elas situada na cidade de Porto dei Mármore, onde os turistas italianos de elite, costumavam exibir os seus iates miliardários.
O Mito
Na mitologia hindu encontramos os DEVAS, os seres diáfanos, a essência das plantas, das rochas e de tudo o que é vivo na natureza. Encontramos os Devas em todas as mitologias espalhadas ao redor do mundo, nomeados diferentemente, com outras roupagens, atravessando incólumes as idades do tempo, mas sempre exercendo as mesmas funções e oferecendo as mesmas características. O grande mitólogo Ewans-Wentz acreditava que tudo o que é mito possui uma base de verdade e de realidade. E o dizem aqueles que fizeram da ciência a sua meta de vida?
A Ciência
Nesta série ecologia, já citamos dois deles: Sri Jagadis Chandra Bose e Itzhak Bentov. A história das conquistas de Bose como o, até então, considerado "não vivo", pode ser acessada pelos que desejam provas nesta série. Quanto a Itzhak Bentov, mereceu citações em outras áreas que não as dévicas, portanto, vamos relatar agora o que descobriu neste campo. Itzhak Bentov era engenheiro mecânico, cientista e inventor. Proclamava sempre que todos os nossos problemas já haviam sido solucionados pela natureza que nos exibia soluções deles, ostensivamente, mas que nós não nos aplicávamos em aprende-las com tal mestra. Itzhak Bentov, fiel a esta crença, no seu trabalho como inventor ouvia muito à Mãe Natureza, principalmente quando se encontrava trabalhando nos seus inventos de instrumentos para a medicina que precisava, desesperadamente, da sua criatividade e genialidade. Quando falece, trabalhava na invenção de uma agulha de injeção, indolor, baseado nos dentes de uma cobra cuja mordida é totalmente indolor, mas letal. Mais uma vez, ele fora buscar na natureza a resposta para um problema que a medicina lhe pedira solucionar. O segredo escondido? O tipo de "chanfrado" encontrado nos dentes desta serpente cujo veneno não conhece antídoto.
Os "DEVAS", segundo Itzhak Bentov
"O nome dado a um ser que é a consciência elementar de qualquer estrutura é DEVA. Essa é uma palavra bem pequena que significa o "deus" de uma determinada forma. Por exemplo: há um deva para uma árvore e para uma montanha... para as formigas..." e Bentov chamava a atenção para a organização inteligente de um formigueiro. Ele, após examinar o sistema nervoso simples de uma só formiga, admitia a existência de uma inteligência e consciência por detrás e a chamava de "formigão ou Deva" do formigueiro e de milhões de formigas. Bentov dizia que o nosso corpo também tem o seu Deva, que nós apelidamos de "self inferior. Referindo-se ao Deva das montanhas, ele nos diz que a "quantidade e a qualidade" da sua consciência são mínimos, mesmo assim, reagindo ao contato com os animais, aves, serpentes, etc, que procuram abrigo nas rochas montanhosas, este Deva conseguia fazer um certo tipo de comunicação... Lembremo-nos de Carlos Castañeda e do índio Don Juan... No passado remoto, acreditava Bentov, isto pode ter dado origem aos totens. Atualmente o biólogo inglês Rupert Sheldrake, polêmico e causador de polêmicas, pode ser o impulso inicial para novos conhecimentos dos seres vivos e da natureza". Sheldrake desenvolveu uma teoria - Formação Causativa - resultante do que ele chamou de "Ressonância Mórfica", que atua nos campos mórficos. Trocado em miúdos e à sua soma obteríamos o campo das espécies: estes campos produzem informações e através da ressonância mórfica eles transmitem estas informações que viajam por vibrações e podem ser decodificadas por aparelhos em lugares muito distantes do ponto de emissão, para indivíduos, inclusive, de outras espécies e sem contato físico algum entre eles, na maioria das vezes. Deixemos que o cientista se explique:
"A idéia é de que existe uma espécie de memória na natureza. Cada espécie, cada coisa tem uma memória coletiva. Assim, tome como exemplo, um esquilo vivendo hoje em N. York. Esse esquilo está sendo influenciado por todos os esquilos passados. Eu dei o nome de ressonância mórfica ao processo como essa influência se move ao longo do tempo, transportando tanto a forma quanto os instintos da memória coletiva dos esquilos. È uma teoria de memória coletiva na natureza. Essa memória é expressada pelos campos mórficos, os campos existentes dentro e em volta de cada organismo. Os processos da memória devem-se à ressonância mórfica". Rupert Sheldrake - 1992.
Bentov e todos os seus Devas assinariam em baixo, aliviados, em reconhecimento a Sheldrake! "Esta teoria tem encontrado reações fortes, única e exclusivamente em relação à guerra de quatro séculos de ciência: a eterna batalha entre materialismo e espiritualismo". Comentou Eduardo Castor Borgonovi.
Sheldrake, corajosamente ou se refletir muito a respeito, apresentou à ciência ainda cartesiana, conceitos que são explicitados no espiritualismo e na metafísica através dos milênios. Vejamos um esquema de relacionamentos.
Campos mórficos individuais __________________________ Anjos (são Devas também) Deva - "self inferior"
Campos mórficos coletivos ____________________________ Devas ou espíritos das Espécies
Estes seres essência são constantes e afirmados nas culturas indígenas e orientais. "Lendo-se os evangelhos: Jesus se referia a Abicum - em aramaico, Pai/Mãe, sem forma e sem sexo, força consciente e criadora". Na psicologia teríamos o inconsciente coletivo de Carl G. Jung, facilmente explicável a partir dos campos mórficos coletivos. O Jornal Infinito está preparando a série Rupert Sheldrake, mantendo o contato com o biólogo. Em breve, teremos explicações detalhadas sobre o trabalho deste cientista atenciosos, alegre, simples e sábio.
Fontes: Ym Livro Cósmico - Tzhak Bentov Revelação - Eduardo C. Borgonovi Depoimento: R.D. marmorista/Catanduva. - SP.
* Ilustração: Claudio Salvio.
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