"Cum Scire" (Conhecer Com)
A década dos 90 tornou-se conhecida para sempre, através do título - A Década do Cérebro. Os avanços das "neuroimagens" propiciaram aos neurologistas grandes ganhos que eles depositaram em nome da ciência, porém, um problema importante ficou sem solução: a relação exata entre a consciência e o cérebro. Teorias surgiram de todos os lados e também livros como - A ConsciÊncia Explicada - (alguém com espírito até apontou: "Explicada não, E-LI-MI-NA-DA!") AUTOR: Daniel Dennett. Houve a fundação do Journal of Consciousness Studies, enfim, reboliço geral na busca da consciência. "A maioria destes encontros, simpósios, conferências e debates sobre a consciência, dedicavam um espaço mínimo a tipos de problemas humanos que questionam a premissa da maior parte da ciência e da psicologia moderna: o fato de que a consciência é embasada completamente no cérebro e que não pode existir sem ele". O Empirismo Radical, termo cunhado pelo psicólogo filósofo e investigador psíquico americano William James, traz para a arena dos debates o significado de que - " a ciência deveria levar em conta todo o espectro da experiência humana". James é citado e admirado até hoje nos Estados Unidos e no mundo inteiro pelas suas contribuições científicas muito valiosas, nas áreas onde atuou sempre com grande destaque. Com a morte de William James, as universidades americanas descuidaram-se da psicologia da consciência, na opinião de David Larimer, diretor da Rede Científica e Médica. As formas (até agora) para o estudo da consciência seguem orientações principais: 1. O Método Ocidental Tradicional A perspectiva de "terceira pessoa", ou seja, estudar olhando de "fora para dentro", como observador.
2. O Método Oriental das Tradições Meditativas Este método é seguido por todos aqueles que se acham interessados na exploração da sua própria consciência. Ken Wilber e Willis Harman aconselham, eloqüentemente, se ter em vista a necessidade de uma transformação do conhecedor e Ravi Ravindra ensina que o YOGA possui a sua própria objetividade através de uma rigorosa auto-observação e treinamento da mente. Citamos como pioneiros de uma ciência do espírito, agora emergindo na atualidade: Ken Wilber e Willis Harman. O grupo nº 1 - Método Ocidental Tradicional é centrado no EXPERIMENTO e o 2º grupo - Método Oriental das Tradições Meditativas é centrado na EXPERIÊNCIA de primeira mão. Muito de acordo com as experiências e pesquisas que vêm, de há milênios até agora, enriquecendo os estudos e pesquisas sobre a consciência integral, ou mais adequada, que requer um espectro de disciplinas ou enfoques complementários. De fato a ciência materialista hodierna, prima por especializar-se nisto ou naquilo esquecendo-se de que um enfoque mais holístico pode e muito, simplificar, enriquecer e facilitar muitas pesquisas mais árduas como, por exemplo, a pesquisa da consciência.
As Teorias "Produtivas" William James distinguia duas teorias dentre as que foram promulgadas a respeito da consciência: as "produtivas", ou que conduzem à conclusão de que a consciência é produzida pelos processos cerebrais, e as "transmissoras", onde a consciência é, de alguma forma, filtrada ou transmitida através do cérebro. Explicitando mais, as teorias produtivas afirmam que a consciência se extingue com a morte e as transmissoras concluem que um aspecto do nosso "EU" pode sobreviver à morte do cérebro e que a aparente causação da consciência pelos processos cerebrais, em realidade é uma correlação entre estes processo e a experiência subjetiva consciente. Sir Francis Crick (falecido recentemente) e Daniel Dennett a firmam que: "Não somos mais do que um pacote de neurônios", mas vultos como John Eccles e Sir Karl Popper são exemplares à altura dos dois filósofos cientistas e que sempre se mostraram contrários a esta afirmativa. "Segundo a visão do mundo materialista, o universo é um sistema mecânico que essencialmente criou a si mesmo e a consciência é um epifenômeno de processos materiais. As descobertas da Psicologia Transpessoal e da Pesquisa da Consciência sugerem fortemente que o universo pode ser uma criação da a inteligência cósmica superior e a consciência um aspecto essencial da existência. Não há descobertas científicas que demonstrem a prioridade da matéria sobre a consciência e a ausência de inteligência criativa na tramam universal das coisas". Somando-se os insights da pesquisa da consciência aos achados da ciência materialista promoveremos uma compreensão maior e mais completa de muitos aspectos importantes do cosmos para os quais atualmente temos somente explicações insatisfatórias e nada convincentes. Estas incluem questões tão fundamentais como a criação do universo, a origem da vida em nosso planeta, a evolução das espécies e a natureza e função da consciência".
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