02 - OS DEVAS
"Os mitos tornaram-se realidade no Jardim de Findhorn para nos oferecer uma nova visão da VIDA, a visão da unidade e não para nos presentear com uma nova forma de espiritualismo. Essencialmente, os Devas e Espíritos da Natureza são aspectos dos nossos próprios “Selves” (plural de self) nos guiando no rumo da nossa verdadeira identidade, a realidade divina dentro de nós”. The Findhorn Garden.
Deva, em sânscrito, quer dizer O BRILHANTE.
Na Índia os Devas são classificados como pertencentes à Hierarquia Angélica, e jamais nascerão como seres humanos, pertencentes a uma outra hierarquia. São eles, os Devas, os responsáveis pela “FORMA” de tudo o que existe na Natureza. Aos Devas é dada também a função de fornecer a energia necessária para a materialização desta “FORMA” na nossa realidade e o encargo de mantê-la energizada e saudável. O ocidente se refere aos Devas como sendo os ESPÍRITOS ou ESSÊNCIAS da Natureza. Nos “Contos de Fada” o homem os classificou, por sua vez, como gnomos, elfos, fadas.... A mitologia encara os Devas como faunos, centauros, ninfas..... A Natureza nos apresenta uma hierarquia também muito importante – os ELEMENTAIS – Os Espíritos ou Essências dos seus elementos: AR, FOGO, ÁGUA E TERRA.
“Como a girafa e o dragão de COMODO, as criaturas que habitam as mais remotas regiões da mente nos parecem improváveis. Mas existem e são fatos observáveis; e como tais não podem ser ignorados por ninguém que, honestamente, tenta compreender o mundo no qual existe como vivente”. Aldous Huxley. O psicólogo Carl G. Jung e o mitologista Joseph Campbell demonstraram claramente que os mitos ...”são as manifestações de princípios organizadores existentes no interior do cosmos e que afetam, profundamente, as nossas vidas”. Jung batizou estes princípios organizadores de ARQUÉTIPOS. Os arquétipos não são criações humanas, mas se manifestam nas nossas psiques e as afetam. As suas vidas se desenvolvem no “Inconsciente Coletivo” da humanidade de forma incontestável e realística. “São eles a representação dos Princípios Governativos Universais trabalhando ativamente nas nossas mentes.... Quando o mundo material sólido se desintegra em partículas dinâmicas de energia, o mundo de realidades arquetípicas torna-se incrivelmente real e palpável. Nestas circunstâncias, as figuras mitológicas, literalmente, tornam-se vivas e assumem existências independentes. Em resumo: o mundo experimental torna-se tão concreto e convincente como a nossa própria realidade”. Stanislau Grof – um dos fundadores da Psicologia Transpessoal.
“Mitos são mais do que histórias contadas como diversão” Carl Sagan.
Bibliografia: - The Holotropic Mind – Stanislau Grof - Um Mundo Cósmico e À Espreita do Pêndulo Cósmico – Itzak Bentov - Heaven and Hell – Aldous Huxley
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