05 - DOROTHY E OS DEVAS
Dorothy revelou no seu depoimento sobre o Jardim de Findhorn, que o seu contato com os Devas procedeu-se de forma inteiramente natural. Criada nas cercanias de um bosque no Canadá e tendo à sua disposição um lindo jardim e uma horta bem fornida na sua casa, ela passava horas prazerosas nestes locais, entregue aos sonhos e devaneios os mais variados. Quando Dorothy começou a freqüentar a universidade, levou consigo um arsenal de perguntas intrigantes sobre os mistérios da vida. Julgava poder respondê-las quando estivesse mais amadurecida pelos estudos. Entretanto, não conseguiu resolvê-las satisfatoriamente, o que a frustrou muito. E foi pouco depois deste período que Dorothy começou a escutar uma VOZ vinda do seu interior, pedindo-lhe que prestasse atenção no que dizia. Intrigada, Dorothy passou a escrever o que esta voz lhe ditava. Dorothy havia iniciado um curso sobre a “arte da meditação”, com uma espiritualista famosa, Shena Govan. Corriam os anos 40 e foi neste curso que ela conheceu Peter Caddy e, mais tarde, a sua esposa Eileen Caddy. Dorothy acompanhou o casal na mudança para Findhorn e foi pioneira, juntamente com eles, no Plano Piloto proposto pelo guia de Eileen, quem se revelou como sendo DEUS – Uma Energia Radiante e Penetrante – Origem da vida. Primeiramente, Dorothy trabalhou com Peter e Eileen Caddy na gerência do Hotel Cluny Hill. Os três utilizaram neste trabalho o que lhes ensinavam as suas vozes interiores, durante os seus períodos diários de meditação, obtendo, com este procedimento, o sucesso de elevar o status do estabelecimento de três para quatro estrelas. Brincalhona, Dorothy especificou no seu depoimento pessoal, quando de referiu aos desejos de Deus, guia divina, etc., que jamais estaria se referindo ao estereótipo do “velhinho de barbas brancas sentado numa nuvem, nos observando aqui em baixo no planeta terra e nos movendo ao seu bel prazer como se fôssemos os seus fantoches”! E Dorothy, inspiradamente, diz o que pensa sobre a Energia a qual chamamos Deus, Eu Superior, Voz Interna, Alah... o nome não importa – “Deus é uma presença constante, é a essência de tudo o que existe e de tudo o que eu sou. Deus é a própria vida se revelando em tudo o que existe, Deus é o Caminho que trilhamos e que nos premia com o que há de melhor para todos nós, se O seguirmos”.
-“Deixa que a minha vontade seja um mistério que você encontra a cada momento. Procure este mistério dentro do menor e do maior, do grande e do pequeno. Isto inclui todas as pessoas e todas as coisas, todas as perguntas e todas as respostas”. Disse-me um dia o meu guia interior, minha VOZ INTERIOR. Dorothy.
 Devas e Elementais
Peter havia semeado o “Jardim” e em Maio de 1963, nasceram os primeiros vegetais de Findhorn: alfaces e rabanetes, apesar das condições climáticas hostis e da aridez do terreno onde foram plantados. Dorothy, entretanto, estava deslumbrada com o verde colorindo o “Jardim”, cobrindo aquele solo arenoso, poeirento, difícil de ser trabalhado. Era, verdadeiramente, uma vitória conquistada palmo a palmo literalmente e também literalmente, Dorothy percebia a mão de Deus abençoando aquela obra. Foi nesta ocasião que o seu guia interior pediu-lhe que se mantivesse aberta e bem preparada para receber um novo período de conhecimento, que se iniciaria em breve. Dorothy teria que ampliar a sua maneira de pensar e dar mais atenção às suas inspirações ou “insights”. Seria este um período envolvendo preciosos ensinamentos e novidades gratificantes. O dia 8 de maio de 1963 foi um marco e o início dos treinamentos mais profundos sobre algo de mais sutil que poderia receber o título de – Um Conto de Fadas no Século 20. Dorothy foi encarregada de desenvolver a sua capacidade de sentir emocional e profundamente as forças da natureza para comunicar-se com elas, através das emoções que elas lhe suscitariam. O VENTO foi a primeira sugestão que lhe foi apresentada. Dorothy teria que sentir e contatar-se com a essência do vento e descobrir o propósito nela envolvido pelas Forças da Vida. Dorothy teria que harmonizar-se positivamente com esta essência. A Voz Interior, o seu guia, alertou-lhe que deveria vivenciar esta relação para que os “seres” existentes na força do vento se alegrassem com a percepção do PODER amistoso contido na sua harmonização com eles. “Todas as forças têm que ser sentidas e vivenciadas interiormente, a força do sol, da lua, do mar, das árvores e da própria grama. Todos fazem parte da Minha Vida, tudo é uma só vida. Faça a sua parte refazendo esta UNIDADE existente na vida, com o MEU auxílio”. A jovem sentiu-se felicíssima obedecendo esta ordem, não havia coisa da qual mais gostasse do que deleitar-se com os raios do sol ou comungar com toda a natureza. Dorothy mostrou a Peter o papel onde escrevera a guia recebida do seu Eu Superior. Muito prático e pé no chão, Peter ofereceu-lhe a seguinte releitura da ordem: “É para você usar esta chance para ir me ajudando com o jardim”! Astuciosamente, Peter enxergara longe... Dorothy estaria apta para intermediar esclarecendo todas as suas incertezas “jardinísticas”, interrogando os devas diretamente. No dia seguinte o guia de Dorothy, o seu Eu Superior, houve por bem concordar com os anseios de Peter: “Você deve cooperar com o Peter no jardim”, sentenciou. E a moça recebeu a incumbência de meditar a respeito dos problemas que envolviam semeadura e os cuidados com o crescimento e manutenção do jardim. A primeira manifestação dada pelos seres da natureza na sua desejável comunicação com Dorothy, após o período já descrito, foi de entusiasmo e alegria por terem recebido a oportunidade pioneira de trabalharem em cooperação com os seres humanos, que também desejavam esta cooperação e auxílio. Os espíritos mais elevados da natureza, disse a Voz, são os espíritos das nuvens, da chuva e dos vegetais. Os espíritos individuais menos elevados da natureza, estão sob a jurisdição dos mais elevados. No novo mundo estes domínios estarão quase totalmente abertos para os seres humanos. Melhor seria dizer, corrigiu-se O Eu Superior de Dorothy, que os seres humanos estarão abertos para esta nova realidade ainda desconhecida. Os seres humanos deviam pesquisar, tendo em mente que estes são seres da LUZ, querendo ajudá-los, mas, suspeitosos a seu respeito. Os seres humanos, segundo os Devas, ainda são capazes de agir com ignorância colocando obstáculos destrutivos em suas relações com a Natureza. Foi pedido à Dorothy que se mantivesse sempre atenta, assim acontecendo, ambas as realidades poderiam construir algo de novo e produtivo para a terra. Dorothy, de princípio manteve-se incrédula, meio desconfiada a respeito destas declarações. Ela ignorava quase tudo a respeito dos seres da natureza – os Devas – apesar de ter recebido instrução sobre a hierarquia angélica à qual eles pertencem. Dorothy resolveu, então, desistir de empreender os esforços necessários para entabular esta estranha e meio mirabolante amizade e possível cooperação. Franca e honestamente, deu ciência ao Peter da sua decisão.
O Homem põe e Deus dispõe
Algumas noites após a tomada da sua decisão Dorothy, meditando, atingiu o que o psicólogo e um dos fundadores da psicologia transpessoal, Abraham Maslow, cientificamente denominou – experiência culminante. Dentro deste extraordinário Estado de Consciência Alterado e sob uma nova perspectiva, Dorothy ordenou-se contatar com um daqueles ditos espíritos elevados da natureza. Como a família vegetal havia sido elencada como pertencente a esta ala de Devas, Dorothy desejou contatar o espírito/Deva das ervilhas, por puro saudosismo. É que na sua horta canadense, cuidara com muito carinho, de um pé de ervilhas. Estava, portanto, mais entrosada com esta família vegetal. Como também cresciam ervilhas em Findhorn.... através da sua emoção, imediatamente, abriram-se os portais dos Contos de Fadas e da Mitologia diante de Dorothy. Ela recebeu uma resposta muito sensível que modulava a declaração de um Deva, ele podia comunicar-se com ela naquele nível de consciência onde ela se situara naquele momento tão emotivo. Como todas as manifestações dos devas para Dorothy Maclean estão sob “copyright” desde o ano de 1976, só poderemos resumir aqui, sucintamente o que eles ensinaram à Dorothy e, através dela, à pequena comunidade de Findhorn. Mesmo sendo assim reduzido, o conhecimento deste episódio é substancial para nós, seres humanos, principalmente nesta era onde a Natureza principiou a nos penalizar pelos nossos desmandos e agressões contra ela. O Deva quem comunicou a Dorothy que poderiam manter contato definiu como seu, o trabalho de moldar os vegetais e de fornecer-lhes energia vital suficiente para crescerem sadios até à produção e colheita. Os cuidados do Deva se estendiam também à prevenção de alguns percalços que poderiam evitar o crescimento saudável das espécies e outros. Os “outros” mereceram-lhe a especificação de “obstáculos” impostos pelos “homens que infestam este planeta” (sic). São nestes momentos, disse o deva, que eles se tornam hostis aos seres humanos que colhem o seu trabalho e deles se alimentam com um sentimento de gratidão. Os Devas jamais se desviam das suas tarefas porque trabalham com muito amor, muita dedicação e sem desvios. Eles sabem que o ser humano ainda não é consciente de porque veio ao mundo e para onde vai. O Deva forneceu o conselho de que nós, humanos, deveríamos nos importar e muito com a parte que nos foi designada pela Natureza no Concerto da Vida. Se o fizéssemos e executássemos a nossa parte com maestria, nos espantaríamos com os poderes que possuímos para fazer deste planeta um espetáculo universal. Eles, os Devas, podem comunicar-se e cooperar conosco, basta que respeitemos as regras impostas pela Natureza, mãe de todos nós. Peter, ao tomar conhecimento deste primeiro encontro com o Reino Dévico, foi curto e grosso: -Ótimo, pergunte a eles o que eu tenho que fazer com estes tomates e do que precisam aquelas alfaces... Dorothy obedeceu e contatou os Devas destas espécies. Os problemas surgidos... desapareceram como que por encanto!!! Aliás, tanto Dorothy quanto Peter e Eileen confessaram em uníssono que a ajuda espetacular dos Devas foi o principal testemunho de que o Conto de Fadas era real e funcionava espetacularmente, jamais a pequena comunidade se estrepou obedecendo aos conselhos dos Devas. Dorothy fez um realce importante: apesar dos Devas pertencerem à hierarquia angélica, ela jamais se referiu a eles como “anjos” devido às suas imagens estereotipadas, que se tornaram mais em barreiras do que em ajuda para a exata compreensão da verdadeira natureza desses seres.
Um Conto de Fadas autêntico no século 20
Dorothy relata que também foi difícil compreender o que, em realidade, seria um Deva/Espírito da Natureza. Somente dez anos após o seu primeiro contato com um Deva e apesar de ter havido uma sucessão de outros encontros com outros Devas, foi que Dorothy sentiu-se apta para discorrer livremente e sem peias, sobre estas charmosas entidades. Segundo Dorothy, os Devas pertencem à grande hierarquia de seres angélicos. É esta uma hierarquia evolutiva irmã da hierarquia evolutiva humana, na face da terra. Ao trabalho dos Devas é legado o modelo arquetípico e o plano de todas as formas existentes neste planeta. Eles são os propulsores das energias materializadoras de todas as FORMAS. “O corpo físico dos minerais, vegetais, animais e seres humanos (NÓS !!!) são formados através do trabalho do reino dévico”. Nós, os humanos, referimo-nos a este trabalho como sendo – as leis naturais ou leis da natureza, ignorando a quem realmente devemos a operação deste importante departamento. Dorothy nos esclarece que o Deva da ervilha, através do qual estreou no reino dévico não era, especificamente, o Deva apenas daquele pé de ervilha e sim a luz, a alma, a essência grupal, de todas as ervilhas existentes na terra. Dororthy prossegue contando as suas descobertas. Os Devas são os “arquitetos” das formas e os elementais podem ser nomeados como “operários” que usando as energias dévicas “constroem” de acordo com as plantas que os arquitetos canalizaram energeticamente para eles. Os Devas são pura energia, força vital, nós também, mas de uma outra forma, de forma única. “Você está, pura e simplesmente, circundado pela vida. Você é força vital movendo entre outros tipos de força vital. Quando você reconhecer este fato, realmente, poderá mergulhar nestas outras realidades se tornando, mais e mais, UNIDADE com todas elas, trabalhando conjuntamente sob os MEUS propósitos”. O Eu Superior de Dorothy.
Fadas, gnomos, elfos, anões... quem ou o que são?
São formas inteligíveis para a nossa mente humana, tornadas assim pela Energia dos Devas, quando em comunicação com a raça humana. Os ditos anões e gnomos, por exemplo, carregam pás e outros instrumentos, que nós sempre associamos e interpretamos como sendo necessários para o trabalho feito com os minerais. Portanto, os Devas tomam as formas que traduzem funções atribuídas a determinados tipos de trabalhos, para que possamos percebe-los corretamente. Os Anjos possuem asas, são leves e sutis e são associados às curas e à guarda (principalmente) das criancinhas.... Os próprios Devas declararam à Dorothy que as suas existências se processam no mundo da energia sem forma e que eles não estão sujeitos a quaisquer determinações rígidas sobre este ou aquele tipo de forma aparente. Como transitam entre mundos, lhes são acrescentadas “asas”, para demonstrar este tipo de trânsito e são reconhecidos assim como Fadas ou Anjos, pura energia e que é esta energia a sua verdadeira FORMA. “Somos ilimitados, livres e insubstanciais” Dorothy jamais “viu” um Deva, confessa ela, mas também se recorda de ter visto, ou tido a impressão de perceber a imagem do Deva do repolho roxo refletido em forças dispersas e em movimentação caleidoscópica. O Deva do repolho roxo a advertiu de que devido à dependência dos seres humanos aos seus cinco sentidos para perceberem o mundo, eles ficam limitados e incapazes de trocarem energias importantes com as outras realidades, para o seu próprio bem e evolução. O ser humano assim limitado acaba por cortar o elo que o liga a este conhecimento e perde então, completamente, a noção de “Quem” ele realmente é e a vastidão ilimitada do seu EU INTERIOR REAL. “Os Devas usaram a imagem de uma escala musical, para facilitarem a compreensão dos fatos citados e de que não percebem a sua realidade tão limitadamente o quanto nós percebemos a nossa: ... “são oitavas diferentes e mais transcendentes de uma mesma melodia”. Assim ficam definidos os Devas, espíritos da natureza, anjos... Dorothy reconheceu humildemente, que a nossa maneira de encarar a realidade, dela retirando a transcendência que é LUZ, nos incapacita também totalmente, da percepção de “QUEM” é o princípio vital, a Origem da Vida, Deus! Dorothy ressalta que os Devas, tentando nos guiar para dentro das grandes profundidades da Sabedoria e do Conhecimento, não estão se ufanando em serem mais sábios do que nós e sim tentando nos ciceronar dentro da expansão de uma percepção mais ampla e verdadeira da realidade. Os devas dedicaram-se ao desenvolvimento sadio do Jardim de Findhorn nele aplicando toda a sua sabedoria às necessidades das mudinhas, o repique, quantidade de folhas necessárias para o bom trânsito da energia do crescimento, e o momento de gestação dos frutos ideais. Gradualmente, foram ensinando aos humanos como plantar e cuidar de um jardim para obter uma colheita excepcional e a erradicação da carência dos alimentos.
Recriando a Criação – O Anjo da Paisagem
O solo mereceu atenção especialíssima, tanto da parte dos três pioneiros humanos do Jardim de Findhorn, quanto da parte dos seus “professores” – os Devas. Eles teriam que possuir a maestria de transformar aquele areal em solo fértil. Neste sentido, foram obrigados a re-criar todo o processo de criação do nosso planeta, introduzindo na areia todos os elementos e ingredientes necessários para a sustentação da vida. E foi quando surgiu o “Anjo da Paisagem”! (Landscape Angel). Foi assim denominado porque detinha o programa relacionado com o “meio ambiente” local. Poderia ser chamado, também, de Anjo da Ecologia. A sua função se iniciou, quando Dorothy pediu o conhecimento sobre o solo onde iriam cultivar o jardim. Responderam-lhe com a apresentação de um ser que possuía todo o Conhecimento a respeito daquela área geográfica. O magnetismo deste Ser era conectado com o magnetismo daquela área, em uma íntima conexão. E foi esta conexão que inspirou os três companheiros a denominarem o Ser de: O Anjo da Paisagem. O trabalho deste Anjo da Paisagem foi extremamente interessante. Ele manipulava as forças energéticas com movimentos incessantes e repetidos como se fossem “mantras” sonoros arremessados pela sua movimentação. A intenção era a de vivificar aquele solo estéril trazendo qualidade aquele local., onde as irregularidades contidas na sua composição seriam anuladas pelas explosões energéticas daqueles mantras gestuais. O Anjo da Paisagem fez outros trabalhos importantes, deu a receita a ser usada na composição do composto destinado ao enriquecimento do solo poeirento e endurecido e orientou a técnica de como emprega-lo, em primeira instância, para que se fixasse e ajudasse também na manutenção de ar no solo e na sua unificação. O anjo da Paisagem comparou os efeitos do composto num solo como sendo um processo de unificação semelhante à circulação do sangue no nosso corpo. Dorothy, Peter e Eileen, reconheceram a sua grande ignorância na arte da jardinagem, mas também admitiram que a aceitação obediente dos conselhos dos Devas além de os levarem ao sucesso estrondoso do Jardim de Findhorn, abriu as suas mentes para assimilarem todos os ensinamentos que estas entidades lhes proporcionaram em profundidade sobre a vida!
Como Manter Contatos com os Devas
Muitas pessoas gostariam de, pelo menos, conhecer um meio de comunicação com os Devas. Dorothy esclarece que não é necessário o uso de palavras ou emissão de pensamentos, a maior dentre todas as formas de contato são: as EMOÇÕES ! “Quando estamos felizes, amorosos, nos sentimos leves e livres... estamos com os devas!” Dorothy. “É a Consciência da beleza que nos traz o sentido de UNIDADE com todo o universo” – os Devas. Neste sentido, a forma que foi usada por Dorothy é simples e fácil de ser praticada – amar o toque do sol, o ar livre, a chuva e o vento, são contatos íntimos com o reino dos Devas, declara ela. Mas foi só quando o seu Eu Superior, sua VOZ INTERNA lhe sugeriu que os contatasse, que Dorothy se tornou consciente das suas existências. É importantíssimo reconhecer a existência desta realidade, prossegue Dorothy. Outro grande ponto de encontro é o amor à natureza e a consciência quase física, da UNIDADE existente em todo o universo. Dorothy pede muita atenção para um conselho, fruto da sua própria experiência: “não forçar a obtenção de um contato, isto somente criará uma instransponível barreira”. Dorothy.
Pragas e Insetos
Instados por Dorothy para fornecerem um meio de exterminar com os insetos que, vez por outra, atacavam o Jardim de Findhorn, os Devas responderam-lhe que todos os seus propósitos eram dedicados ao florescimento da vida, portanto, não poderiam indicar-lhe uma forma de destruição dos insetos. Eles, os insetos, como aquela pequena comunidade de Findhorn, tinham o mesmo propósito: alimentar-se para tornarem-se saudáveis. As únicas ajudas que poderiam sugerir: “conversarem” com os insetos expondo-lhes o problema e sugerindo-lhes um local onde poderiam alimentar-se sem causar transtornos no Jardim. Ou: visualizarem as plantas fortes e saudáveis para que eles, os Devas, pudessem transmitir-lhes as suas energias vitais, então, as plantinhas poderiam resistir bem aos ataques. Dorothy e os seus amigos de comunidade puderam provar para eles mesmos o valor destas sugestões. Certa feita, as toupeiras invadiram uma árvore frutífera e Dorothy usou de uma mentalização ativa, criada por ela mesma, para convencer os insetos a darem o fora. Imaginou um Rei Toupeira e com ele conversou, queixando as suas agruras, para depois sugerir-lhe que se mudasse com os seus súditos toupeiras para uma outra parte do local onde poderiam se fartar em paz e sem a ameaça da morte. O fato é que as toupeiras sumiram. Tempos depois, as terras das toupeiras, foram doadas e anexadas ao Jardim de Findhorn. Qual não dói a surpresa da comunidade ao encontrar lá um toupeiral em peso, acampado há tempos no local, por uma ordem do seu Rei Toupeira e em atenção à Dorothy! Este pequeno drama foi vivenciado outras vezes com outras espécies de pragas, e os resultados sempre foram semelhantes aos do “caso das toupeiras”. “Estes casos me mostraram que qualquer pessoa pode usar do seu contato interior com todos os aspectos da vida para trabalhar em cooperação com a natureza, ao invés de se valer de soluções destrutivas”. Dorothy. Os homens do campo, no Brasil, usam de cooperação dos “benzedores”, que procedem de formas inteiramente semelhantes às sugeridas pelos Devas à Dorothy !
A mensagem de Dorothy:
Se pudermos transformar a nossa forma de encaramos a vida, as nossas ações no nosso meio ambiente se transformarão. “O homem está mudando a natureza drasticamente, sem um único pensamento de que está lidando com a vida que pertence a Deus, em suas formas variadas. Para o homem, ele está apenas mudando a matéria ao seu redor. Mas se o homem pensasse em tudo em termos de LUZ brilhante com a substância de Deus, o homem não alteraria a Terra tão desastradamente”. Devas.
Bibliografia:
- The Findhorn Garden – By the Findhorn Community
|