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08 - DAVID – O CONTINUADOR DA OBRA

David Spangler
Foto extraída da Internet


Não devemos apenas cooperar com
os seres da natureza, mas temos que permitir a eles
se unificarem conosco. Através deste
casamento, nos tornaremos verdadeiramente humanos. David.


A tarefa de David foi a de ampliar os horizontes de Findhorn na direção de um outro tipo de cultura, além da jardinagem e da horticultura, já realizadas ali com estrondoso sucesso. Os Jardins de Findhorn nascidos na areia, num solo árido e num ambiente hostil, já haviam se tornardo no maravilhoso “Conto de Fadas” criado, manifestado e narrado em pleno século 20 e o que e mais importante: comprovado e passível de ser repetido em qualquer rincão do planeta Terra, segundo as mais estreitas regras científicas, se ... fossem observadas à risca todas as diretrizes que orientam este projeto ecológico pioneiro, de cooperação estreita entre o homem e a natureza!
David abandonara um curso de bioquímica em uma universidade, para iniciar uma carreira de educador e palestrista. Juntamente com a sua colega e companheira Myrtle Glines, obtivera sucesso nesta missão de propagar a chegada de uma nova consciência para a humanidade através do “Movimento New Age”.
Mas David estava inquieto. Teorias não bastavam, estariam incompletas sem a prática, uma prática vitoriosa para validá-las e... Findhorn vinha a calhar!
Segundo as suas próprias palavras, David necessitava de alguma coisa que demonstrasse estes conceitos e princípios novos em ação, provas de que as teorias funcionavam realmente e eram contribuições práticas e úteis para a vida moderna.
A sua busca incansável pelo algo mais, cristalizou-se em “workshops” baseados nas técnicas das performances artísticas, na investigação das pequenas comunidades que haviam sido criadas nas áreas onde ele, David, promovera seus “workshops” ou seja, nas cercanias de São Francisco/Estados Unidos.
A sua curiosidade, entretanto, não se satisfizera totalmente. Pesquisava outros locais, fossem eles os mais longínquos e do outro lado do mundo, mas que se enquadrassem dentro das diretrizes que julgava corretas. Foi no mês de Janeiro do ano de 1969, que David ouviu o primeiro relato sobre um lugar muito interessante, através de colega sua que voltava.... “de uma pequena comunidade situada na Escócia que fizera crescer um jardim miraculoso na areia, com a ajuda de comunicações feitas diretamente com os Devas, elfos e outros seres da natureza”.
A amiga mostrou-lhe um livreto que narrava este “conto de Fadas” – The Findhorn Garden, an Experiment in the Cooperation Between Three Kingdoms (O Jardim de Findhorn, uma Experiência de Cooperação entre três Reinos).
Diante deste verdadeiro, palpável e comprovável “Conto de Fadas” do século 20, David tornou-se verdadeiramente encantado! ! ! Logicamente, David desejou ardentemente verificar in loco, conhecer e entusiasmar-se... pelo Jardim de Findhorn pelo qual já estava perdidamente enamorado.
Mas David manteve a cabeça fria. Apesar do primeiro impacto, não deixou que a parte transpessoal do Projeto Findhorn, recebesse, sozinha, a primazia das suas atenções apesar de ser “a demonstração viva de uma realidade trans-física, ancorada numa demonstração tangível”.
David estava naquele ponto que muita gente traduz como – siderado. Confessou no seu depoimento que o impacto da história, entretanto, transcendeu os seus aspectos fenomenais, tais como o tamanho, vitalidade e peso assombrosos das espécies vegetais plantadas literalmente na areia. O que maravilhava o rapaz, entretanto, era o fato de que a solução contra a tão propalada e terrível crise futura de sobrevivência, de abastecimento, ecologia degradada e poluição neste pobre planeta terra, pudesse ser afastada para sempre através de práticas espirituais e de uma visão holística para solução destes graves problemas.
A sobrevivência da espécie humana aqui no planeta azul, depende sobremaneira, do equilíbrio no trato com a natureza, mãe de todos nós. Alguns cientistas chamam à natureza Deus-Ela, a contrapartida feminina de Deus, a Mãe Natureza.
O Jardim de Findhorn era de fato, a prova viva da unidade de toda a vida.
E David regozijou-se com este fato porque um dos lemas que escolhera para seguir fora: tudo é UM.


Findhorn – Junho de 1970

Esta foi a data de um grande dia para David, Myrtle e..... Findhorn: o se casal encontrava com o famoso Jardim pela primeira vez. Nesta época já se plantavam flores ali também, nas cercanias dos bangalôs da comunidade. O espetáculo era completo: beleza, cor, perfume e a forma dos canteiros que reuniam várias flores num todo. Segundo uma expressão usada por David – O Jardim era tudo e cada um.
E Findhorn estendeu-lhe outros braços em outros e importantes abraços: várias atividades começaram a surgir: artes, ofícios diversos, impressão e publicação de livros, revistas, etc., construção, comunicação e até um colégio. O trabalho no Jardim continuava a pleno vapor e tal e qual acontecera nos primórdios de Findhorn, as energias propulsoras do Projeto continuavam atuando.
“O papel de Findhorn, desde o seu princípio, é o de demonstrar a comunhão e a cooperação com a natureza, baseado em uma visão de vida e da inteligência inerente a ela. ... A natureza tornou-se uma “commodity” a ser usada e explorada, em adversário a ser conquistado e dominado”. David.
Aprendemos a temer, na atualidade, as piores profecias que nos estão sendo feitas, os alertas, os conselhos, mas a insensibilidade continua predominando na humanidade que faz ouvidos moucos às previsões catastróficas, já se iniciando no palco do s acontecimentos: no nosso planeta, a mudança do clima tão sensível, flores e frutos desabrochando fora de época, furacões, tornados, vulcões extintos entrando em atividade e outros nascendo e atemorizando regiões, tsunamis, extinção da fauna.....
David discorre sobre algo importante, o paradigma arquetípico sob o qual o ocidente cresceu:


O Homem foi feito à imagem de Deus quem lhe deu o domínio de toda a Terra


Com os olhos e os ouvidos fechados, a humanidade não tentou ou não quis tentar compreender o verdadeiro sentido contido neste arquétipo, mas tentou realiza-lo fisicamente, David comenta, exemplificando o seu comentário com as tentativas de subjugar a terra e a Natureza ao nosso bel prazer e cupidez, com a nossa tecnologia. Diz ele que o homem se esqueceu de que existe um outro importante conceito: o Espírito – uma inteligência movendo-se na natureza e a ordenando.
Esta realidade foi encapada com o dístico de mitos ou lendas inventadas pelos povos subdesenvolvidos!
Esta abordagem, inclusive, gerou duas filosofias: o animismo e o panteísmo. “A verdade é que conhecendo as realidades externas e internas da natureza, a humanidade poderá obter também, o seu auto-conhecimento e vice-versa”! David.
Volta e meia o ser humano esbarra em símbolos, lendas e mitologias que tentam ensina-lo a respeito das “realidades ditas internas”, aqui encontram as suas expressões reais os contos de fadas da nossa infância, as lendas e os seres mitológicos e seus nascimentos, vidas e mortes. Os psicólogos mais modernos estão desbravando estes cipoais em eras modernas, estão trabalhando nesta área, atualmente, com grande sucesso, desvendando os arquétipos contidos nas lendas, contos de fadas e mitologias, fornecendo às crianças e também aos adultos que diante de certos temores ou traumas que trouxeram da infância e que se manifestam e se levantam, ameaçadores, nos sonhos e pesadelos ou em muitas situações dificultosas no decorrer das suas vidas.
David achou por bem explicar como lidou e lida com a forma de conhecimento que obteve em Findhorn na época da sua mudança para aquele local.
David não se comunicou com um só ser da natureza desde o início das suas comunicações, ao contrário do que aconteceu com os outros comunitários. Ele aquietava a sua mente e obtinha ressonância com um determinado nível de estado de consciência alterado, um nível impessoal, mas muito abrangente. Em determinadas circunstâncias, David encontrou-se com grupos de mentes coletivas que lhe permitiram a participação no seu conhecimento.

Nota: quando completei um curso sobre os “Estados de Consciência Alterados” dirigido por Robert Monroe, no seu “The Monroe Institute for Applied Sciences”, Faber/Estado da Virginia/Estados Unidos, tive a oportunidade de me comunicar com um Grupo de Mentes Coletivas. Na época, foi grande a minha surpresa!
Eram objetivas, muito diretas na divulgação do conhecimento que possuíam. No momento o qual nos encontramos, eu as achei muito rudes para o meu gosto. Posteriormente, fiquei muito grata a elas: sem externar uma pergunta sequer, estas entidades, com o seu modo direto de se comunicarem, me fizeram conhecer uma verdade muito importante em relação a um problema que me atormentava até mesmo sem que eu o soubesse. Soube, através do alívio que este Grupo de Mentes Coletivas concedeu-me com a sua ajuda profissional.
Vera Filizzola


David, um “expert”, esclarece no seu depoimento que os acontecimentos não pertenciam á classe do que se denominou de “canalização” ou uma “experiência psíquica” genuína e sim, uma “experiência mística”.
“Os seres elementais, sob a autoridade do ser que chamam Pan, não originaram os “modelos” terrestres e da natureza; só construímos e os mantemos. Possuímos este grande poder porque somos seres cósmicos nas nossas origens. Ao homem foi dada a autoridade e o potencial de levar as energias da vida através destes “modelos” e para dentro de novos domínios de possibilidades e formas”.





 
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