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06 - ROC VERSUS MITOLOGIA

Você pode apenas olhar para uma coisa ou você pode almente “ver”
aquilo que você está olhando – Roc.

Apresentando Roc

R. Ogilvie Crombie, residente em Edinburgh/Escócia, foi uma das primeira aquisições de colaboração preciosa com o Plano idealizado pela Natureza em colaboração com o homem, para erradicação da fome na Terra.
Peter Caddy descreve Roc Crombie (60 naquela época) como sendo um homem tranqüilo e muito versado nas ciências da física quântica e parapsicologia, um homem intrigante!]Roc (apelido) foi a Findhorn pela primeira vez no ano de 1966. Ele obtivera uma experiência paranormal muito interessante, com seres conhecidos através da mitologia grega e esta experiência dera uma guinada de 180º na sua vida... Peter acrescenta à sua fala sobre Roc, o fato de que ele fez uma diferença notável também, no cotidiano de Findhorn.


A Mitologia em Findhorn

Peter revela sucintamente que – Uma tarde, sentado no gramado “Royal Botanic Gardens” ao pé de uma árvore, Roc obteve o primeiro dos seus vários encontros visuais com um espírito da natureza e manteve com ele uma animada conversação.
Segundo Roc, este ser era um pequeno fauno cor de mel quem, de início, ele pensou que poderia ser uma criança fantasiada para uma festa infantil. O pequeno fauno rodopiava ao redor das árvores perto do local onde Roc se recostara no tronco de uma árvore copada e centenária. Roc pensou estar adormecido e sonhando com aquela cena bucólica, mas encantadora, acontecendo na própria Grécia: não podia ser, raciocinou Roc em seguida, corria o ano de 1966 no século 20 e ele se encontrava na Escócia, em Edindurgh, no “Botanic Gardens” perto do local onde hoje se encontra a “modern Art Gallery”.
O encontro com o pequeno fauno que disse chamar-se Kurmos, ocorreu quando Roc se encontrava num “estado de consciência alterado” como classifica a psicologia transpessoal e mesmo assim ele não queira acreditar no que via! Pensou ele que estava tendo uma alucinação, mas constatou em seguida que via também duas ou três pessoas “reais”, caminhando tranquilamente pelo parque. Roc comparou-as com o pequeno fauno e percebeu que a “visão” não se mostrava para ele na sua “tela mental”, ela ocorria no mesmo plano no qual ele percebia os humanos trafegando entre os canteiros de flores e bulbos. O pequeno fauno estava tão sólido e real o quanto pensamos que a nossa realidade seja... Roc, então, adiantou-se e cumprimentou o fauno com um “hello”.
O fauno quase caiu para trás! Passado o susto perguntou a Roc se ele podia vê-lo. Roc assentiu que sim e iniciaram um diálogo de apresentações mútuas. O mais interessante é que o fauno se mostrava muito mais desconfiado e incrédulo do que o homem e inciou um teste da sua lavra. Roc, realmente, o estava percebendo? A cada pirueta sua ele perguntava a Roc: o que estou fazendo?
As respostas de Roc o convenceram e o fauno, desafiadoramente o inquiriu – Porque o ser humano é tão petulante e estúpido?
Roc, muito a propósito, espirituosamente confessou que: - De alguma forma até concordei com ele!
Apesar do desenrolar “real” de todas estas cenas, Roc ainda se testava de acordo com certas regras da parapsicologia: fechava os olhos e os abria segundos após. Não, não era uma hipnose ou um engano seu.
“Quando fechava os olhos ele não estava lá. E a nossa comunicação era, sem dúvida, uma comunicação acontecendo num nível de telepatia, transferência de pensamentos, provavelmente na forma de imagens e símbolos projetados na minha mente inconsciente e traduzida em palavras pelo meu consciente. Eu não tinha a certeza também, se eu respondia a ele mentalmente ou em voz alta (agora, quando me encontro com tais seres, falo em voz alta)”. Roc.


Precauções Assinaladas por Roc Muito Importantes


“Terei que reportar os nossos encontros sob a forma de diálogos, desde que os acontecimentos assim eram percebidos por mim. Sou consciente num caso como este de que sempre existirá a possibilidade de um colorido acrescentado pela minha própria mente, se bem que aplicando o meu treino como cientista na observação objetiva, prometo reportar os acontecimentos o mais acuradamente possível”. Roc.

Os diálogos preliminares foram saborosos...
Depois que respondeu à pergunta insolente do pequeno Kurmos com um “porquê”? Roc ouviu uma réplica interessante. Os seres humanos possuíam peles muito estranhas: algumas dessas peles podiam ser retiradas e outras não. Qual a razão de não possuírem e usarem uma só pele, como ele e os da sua espécie faziam?
Roc encontrou-se com Kurmos naquele local por várias vezes. Obteve dele inúmeras informações a respeito do seu modus vivendi: apesar de dizer que vivia naqueles jardins, Roc acreditou que Kurmos dizia uma verdade parcial porque um fauno pertence a um outro plano de existência.
O trabalho de Kurmos se desenvolvia em relação ao crescimento das árvores e e3le confessou que muitos indivíduos do seu nível adorariam cooperar com os seres humanos, se os humanos o permitissem. Estava, entretanto, sendo perdido este interesse devido à percepção de que as suas existências não tinham credibilidade entre os humanos os quais, também, não possuíam interesse algum nesta cooperação.
Roc sublinha que, com o tempo, esta comunicação entre ele e Kurmos passou a ocorrer como que um regato tranqüilo de uma mente para a outra.
Kurmos, um dia, foi “visitar” Roc na sua residência. Como cientista, o apartamento de Roc na verdade era uma grande biblioteca repleta de livros. “Kurmos interessou-se pelos livros, queria saber quantos livros eu possuía e de que me serviam”.
Depois de alguns momentos onde os dois se comunicaram imersos numa grande tranqüilidade, Kurmos despediu-se. Era tempo de voltar aos seus jardins.
Quando ele chegou no último degrau da escada, desapareceu. Roc e
xplicou:
“Esta experiência foi eletrizante, nunca poderia imagina-la porque a minha imaginação trabalha somente nos níveis os mais prosaicos e práticos e não sou inclinado à fantasias.... E... porque um fauno? Há anos não lia nada sobre a mitologia grega. Bem cedo percebi que o pequeno fauno combinava sabedoria infinita com a ingenuidade de uma criança, portanto, não o questionava, apenas usufruía o frescor da sua agradável e buliçosa companhia”.


O Grande Deus Pan


A mudança do nível de consciência de Roc antes de encontrar Kurmos foi, por assim dizer, normal para os que praticam certos tipos de treinamentos. Recostado em uma árvore, a mente tranqüilizada pela paz e beleza existentes naqueles jardins, Roc passou, primeiramente, pela experiência de unificação com a árvore contra a qual apoiara as suas costas quando se sentou no gramado. Paulatinamente, ele passou a se conscientizar o movimento da seiva no tronco e o ruído do crescimento infinitamente lento das raízes. Havia no ar um senso de expectativa e de compreensão.

“Estava caminhando na “Princês Street” em Edinburgo e quando dobrei a esquina na direção da rua onde de encontra a “National Gallery” e estaquei de repente. A “atmosfera” do local tornou-se extraordinária. Eu nunca havia encontrado coisa semelhante anteriormente”...
Roc prossegue na descrição dessa “atmosfera”, dizendo que sentia-se nu dentro dela, caminhando através de um ar denso, mas não tão denso quanto a água. Este ar denso batia contra o seu corpo deixando uma sensação morna e “picante”, como que se centenas de milhares de alfinetes e agulhas estivessem produzindo choques na sua carne. Pairava no ar, a mesma expectativa e estranheza de quando Roc encontrou-se com Kurmos pela primeira vez.
E Roc sentiu que alguém surgira do seu lado e este alguém parecia ter saído de uma das páginas dos livros de Mitologia Grega. Mais alto do que Roc, um “FAUNO” ... sim, um fauno, metade homem metade animal havia surgido atrás dele, espargindo um tremendo poder.
- Muito bem! Você não me teme? – perguntou-lhe o fauno.
- Não, foi a rápida resposta de Roc.
O grande fauno, meio hesitante, replicou que todos o temiam, todos os seres humanos!
Roc, amistosamente, fez saber que ele não tinha motivação alguma em temer o fauno e que acreditava porque tão soberbo ser mitológico teria algum motivo para se fazer temer (ou ferir) a ele, Roc, ou a qualquer outro ser humano.
Tendo em vista, talvez, este tipo diferente de auto-apresentação, o fauno resolveu completá-lo de modo direto:
- “Você sabe quem sou eu”?
- “Você é o Grande deus Pan!”, Roc respondeu altivo.
- “Você, então, tem que me temer. A palavra pânico nasceu do medo que os humanos sempre me devotaram e, portanto causado pela minha simples presença”.
E o grande fauno exigiu de Roc as verdadeiras razões do destemor manifestado por ele diante da sua presença. Sempre tão temida, ao ponto de ter sido criada uma palavra para traduzir a emoção que suscitava – pânico.
Roc, pausadamente, e com toda a segurança, pois baseado na sua própria convicção, invocou a afinidade de sentimentos que ele, Roc, mantinha em relação aos assuntos que envolviam os espíritos da terra e às criaturas das florestas.
Pan, meio surpreso, exigiu de Roc uma declaração de amizade honesta e sincera em relação a ele, Pan, que fora descrito como sendo o demônio pela igreja cristã. O retrato falado feito pela igreja para a descrição do demônio, descreveu Pan, era a sua propriamente dita descrição, feita através dos livros de mitologia: os mesmos cornos, as mesmas pernas, os mesmos cascos dentados...
Roc sabiamente o interrompeu, dizendo-lhe que todos os deuses pagãos e espíritos da natureza haviam sido transformados em demônios, seres diabólicos e/ou espíritos endemoninhados. Explicou pacientemente, que a igreja estava errada apesar de estar imbuída pelas melhores intenções.
Pan queria saber mais, a sua desconfiança ainda não o deixava em paz.
– “Meu cheiro se assemelha ao cheiro do quê”?
E obteve a seguinte resposta:
- “Como deus dos campos das árvores, das florestas, o seu corpo tresandava perfume dos pinheiros, das folhas aromáticas”.
-“Eu não tenho, então, o cheiro acre dos bodes”?
Roc sacudiu a cabeça negativamente, “o seu cheiro se assemelha, também, ao odor da pele de um gato saudável, às vezes até mesmo ao incenso. Porque você se fixa na idéia de ser semelhante ao demônio”, concluiu.
Mas Roc percebeu depois que o deus Pan ainda não se satisfizera e fazia de um tudo para atemorizá-lo: dava-lhe toques repentinos, usava de uma proximidade perigosa, seu rosto expressava caretas demoníacas... Roc nunca teve pretensões de ser um “topa-tudo” na coragem, mas, nem mesmo ele saberia dizer por que aquele ser mitológico e magnético ganhara a sua confiança e a sua admiração, mas, decididamente, jamais o seu temor!
Poética e espirituosamente, para mudar o tom inclusive, Roc perguntou a Pan pelo seu flautim. Onde estaria a sua flauta doce, tão característica? Pan sorriu e assentiu que não estava ali naquele momento, mas ... Nos próximos momentos Pan já segurava a flauta doce junto aos seus lábios. Pan fez mais: ofereceu ao seu novo amigo um concerto particular, tirando da flauta uma estranha e curiosa melodia! Curiosa, porque Roc já ouvira esta melodia nos bosques que freqüentava constantemente, mas não poderia repeti-la se o tentasse.

Roc, ao voltar para a sua casa, pensou muito, pensou profundamente sobre aquele encontro inusitado. Quando criança adorava os contos de fadas e os seres da mitologia grega. Ao se tornar adulto se dedicava à física, à química, tão somente. Mas esta sua dedicação aos estudos e à prática destas ciências, realizada de forma tão séria e profunda que, aos trinta nos, uma insidiosa cardiopatia levou os seus médicos a lhe pedirem que se aposentasse e procurasse levar uma vida tranqüila e descompromissada. Roc viveu durante dez anos no campo obedecendo às ordens médicas. Entregou-se à literatura e às ciências, mas sempre mantendo o contato direto com a natureza e vivendo no campo uma vida bucólica e tranqüila. Apesar de ter se dedicado também à literatura esotérica, Roc não acreditava nos seres da natureza. Ele delegava aqueles seres aos domínios da imaginação e da superstição. Roc confessou que mesmo depois do seu encontro com Kurmos e logo após com o grande deus Pan, ainda duvidava da realidade do dois seres.
Roc raciocinava que estas aparições poderiam ser projeções da sua consciência ou dos arquétipos do seu inconsciente, ou mesmo uma fantasia feérica criada pela sua imaginação... mas, pouco tempo depois, Roc encontrou uma resposta irrefutável para estes fatos intrigantes: os espíritos da natureza, o grande deus Pan e Kurmos estavam abrindo para ele um novo cenário de ação e neste sentido se apresentaram de forma tão real como se os dois fossem um PRÓLOGO do que lhe estava sendo destinado para seu porvir.

O Encontro em “Inner Hebrides”


Esta descoberta, após um raciocínio exaustivo tornou-se clara para Roc nos primórdios do mês de Maio de 1966. Ele encontrava-se em Iona, uma ilhota das Inner Hebrides, um centro de grande poder espiritual. Roc estava na companhia de Peter Caddy. Ambos estavam de pé, contemplando a paisagem diante de um círculo de pedras em Hermit’s Cell, local este onde a história relata que St. Columba, santo muito reverenciado na Escócia, usava para meditar.
E foi neste local e nesta ocasião que Roc percebeu o vulto de Pan deitado no gramado de uma pequena encosta que ocultava a Abadia de Iona, situada no outro lado da ilhota. De princípio, o vulto lhe pareceu ser o vulto de um monge descansando no gramado com a cabeça escondida no capuz. Enquanto Roc observava, o vulto virou-se na sua direção: era Pan.
O deus levantou-se e aproximou-se dos dois homens, com um sorriso nos lábios.
Pan revelou a Roc que era “um servo do Altíssimo” e que ele e os seus comandados desejavam cooperar com a raça humana. Faziam, todos eles esforços neste sentido, apesar dos maus pensamentos que os seres humanos lhes dedicavam e dos abusos que cometiam contra a natureza.
Se os seres humanos o desejassem e neles acreditassem, se alegrariam muito e lhes dariam a sua cooperação usando de toda a sabedoria que possuíam no trato com a natureza.
Roc sabia então, que Pan é um benéfico, o deus de todos os reinos: elemental, animal, vegetal e mineral.
Roc revela também, que ele, Roc, havia se tornado hum canal de comunicação entre todos estes reinos, do deus Pan e da ajuda que estava sendo acatada por todos os seus companheiros.
Pan manifestou a Roc o seu desejo de ser reconhecido na forma que a mitologia grega o descreveu:
“A metade humana representativa do intelecto unido com a energia animal – um tipo de energia, esta, desconhecida ainda pelos seres humanos”.
Outra informação importante revelada por Roc é a de que Pan não está restrito a um só lugar. A palavra “pan” significa, mundialmente: “TODO, qualquer local”. Pan é uma energia universal, uma energia cósmica, sempre encontrada na natureza.
Uma das capacidades do deus Pan é o privilégio de se manifestar personificado em vários lugares ao mesmo tempo – Pan não sofre restrições algumas nesta sua extraordinária capacidade de ser o todo, de estar em toda parte.
Porque o deus Pan e os espíritos da natureza podem se manifestar, ao mesmo tempo em toda parte? Roc explica: os espíritos da natureza e o deus Pan possuem corpos de luz. São compostos por vórtices de energia em constante movimento e mutação de cores comparadas com as cores do aro-íris. Este colorido, muitas vezes, surge coberto por uma multidão de linhas curvas de coloração essencialmente dourada, na sua maioria.
São vórtices coloridos possuidores de estremo brilho e beleza dotados de inteligência. São passíveis de vê-los de acordo com determinadas situações, em seus trabalhos com as plantas, estes espíritos da natureza e elementais usam de corpos formados pelos Devas das Formas, que lhes constroem corpos etéricos ou com uma contrapartida etérica, para cada espécie de planta que está sendo cuidada, de acordo com o seu modelo arquetípico. A planta irá crescer dentro desta contrapartida etérica arquetípica, para cumprir com o seu destino.
“Dentro da sabedoria esotérica o plano etérico é formado por uma energia de fina substância criadora do molde de cada forma manifestada no nosso plano físico. Cada forma material possui uma contrapartida etérica”. Roc.
Roc comenta ainda que a ciência não pode provar este processo na atualidade, mas que futuramente o fará. Há um outro problema a se pensado pelos que amam a jardinagem pura e simplesmente ou como profissão ou como ganha-pão: a interferência no formato da planta. Este procedimento traz medo e sofrimento aquele espécime. Seria mais aconselhável que o jardineiro, profissional ou não, pudesse contatar os espíritos da natureza para ajudar no perfeito manejo deste tipo de manipulação, modificando a contrapartida etérica do vegetal. Roc comentou que a descrença acerca deste seres é um fator nocivo porque LIMITA as suas cooperações com a humanidade.
O sábio cientista hindu, Sri Jagadis Chandra Bose, foi um dos primeiros cientistas a provar cientificamente, esta afirmação e foi mais longe, provou também, a sensibilidade dos minerais diante da Real Sociedade de Londres. Mineral: estanho.


Os Seres Hiperfísicos

O homem não consegue equilibrar a sua mente no abstrato, no vazio. Ele tem que, pelo menos, imaginar e visualizar uma determinada forma na qual pode fixar a mente. Então, foram, criados os mitos e lendas e nestes mitos e lendas foi fácil imaginar a aparência de cada um dos seus heróis e vilões, passando então a existir uma grande galeria dos seres ditos “sobrenaturais”. Como o “sobrenatural” não existe porque é impossível alguma coisa ser sobre-o-natural, modernamente a parapsicologia designou estes seres (e outras manifestações parapsicológicas) – hiperfísicos ou parafísicos.
Roc, no seu depoimento diz que é difícil determinar-se com precisão se uma forma ou outra destes seres parafísicos foi criada pela imaginação humana, ou surgiu inspirada direta, é que este seres existem num vasto reservatório de “formas pensamento” produzidas pelos contos de fadas, lendas, mitos, que desde o início da história da humanidade incendeiam as mentes humanas.
Existe um fator muito interessante que faz parte desta outra realidade. É a possibilidade de que alguns destes seres lendários podem “vestir” qualquer uma destas “formas pensamento” lendárias ou mitológicas, e tornarem-se visíveis para algumas pessoas em circunstâncias especiais. Esta é uma experiência culminante digna de nota, diga-se de passagem.
No mês de setembro de 1966, o deus Pan propiciou uma outra experiência culminante a Roc.
Roc encontrava-se num curso de fim de semana, dirigido por Sri George Trevelyan em Attingham Park. Visitando um local, nesta área, considerado como sendo de grande poder espiritual, Roc, como de costume, sentou-se ao pé de um grande cedro e lá ficou por algum tempo imerso numa grande paz. Instantes após, Roc levantou-se e enveredou por um caminho – The Mile Walk. Assim que adentrou o caminho, sentiu-se imerso, engolfado, um sentimento de grande poder e de grande vastidão, no âmbito da sua própria consciência. As cores e formas tornaram-se mais vivas e distintas, as coisas mais insignificantes salientaram-se e ganharam importância. A consciência de Roc distinguia a folhinha crescendo num ramo ou nas cercas vivas, uma lâmina de grama, uma pedrinha minúscula... a realidade física tornara-se deslumbrantemente real e a nossa terceira dimensão surgia mais sólida ainda. Fatos estes que são típicos do grande rol das experiências culminantes.

Experiência Culminante

Experiências transpessoais denominadas culminantes pelo psicólogo Abraham Maslow são impossíveis de serem literalmente descritas em palavras! Só podem ser vivenciadas profundamente em um estado de consciência alterado.
Como benção final deste evento gratificante, Roc vivenciou a principal característica desta experiência inolvidável: a nossa e particular UNIDADE TOTAL com a natureza e o divino – o universo uno na sua diversidade, felicidade total, grande exultação e “um profundo êxtase”. Roc.


Roc-Pan

E foi a vez de Roc e Pan se tornarem unos também e Roc pode sentir o ambiente através dos olhos de Pan.
“Esta experiência não se procedeu como se fosse uma forma de possessão e sim de identificação”. Roc.
“Roc relata que o bosque transformou-se na vida de miríades de elementais, ninfas, dríades, faunos, elfos, gnomos, fadas e outros muito numerosos para serem catalogados”. Roc.
Eram figuras minúsculas e perfeitas e outras imensas e majestosas. Todas elas manifestavam a sua satisfação com aquele memorável entrosamento. “Os seres da natureza amam e se deleitam com o seu trabalho e manifestam a sua satisfação em movimentos”. Roc.
Roc sentia-se como se fosse o lendário Rip Van Winkle, fora do tempo e do espaço. Tudo se transformara no presente, no agora. Havia a sensação de que ali estava também, uma presença espiritual unida a todos os sentimentos: de alegria, paz, união e encantamento!
Roc, em um dado momento, viu-se aparelhado com uma flauta doce e passou a agir como se o próprio Pan tocando a tal melodia, os pássaros respondiam como se fossem membros de um coral. Toda a natureza fervilhava de atividade, Esta experiência ensinou a Roc a nossa carência em relação ao conhecimento de outras realidades tão verdadeiras quanto esta que vivemos sob a regência dos nossos cinco sentidos e sob a forma errônea de encararmos a vida ao nosso redor usando as vendas do materialismo.
A experiência de unidade absoluta com o mítico Pan aconteceu novamente alguns dias após esta primeira experiência, causando o mesmo maravilhoso impacto em Roc. Meditando sobre estes dois acontecimentos, Roc descobriu algo de muito importante a respeito do simbolismo da sua unidade com o deus Pan – devemos procurar a Deus no nosso interior, o mesmo acontecendo com o Cristo ou qualquer outra divindade da nossa predileção.
“Mas esta unidade interior não está limitada pelo nosso corpo físico e sim em todas as dimensões espaciais e temporais, ela é infinita, é o eterno agora”.
“Temos como hábito procurarmos por esta unidade sempre no mundo externo, no mundo material, que a maioria crê ser a nossa única realidade. Mas testa realidade transcendente e verdadeira está dentro de nós e ao mesmo tempo em toda a parte.” Roc.
Outro ensinamento de Pan embutido no símbolo da sua união estreita com Roc, onde o diverso tornou-se no uno: “Este testemunhar de que o TODO está no nosso interior, é o grande mistério que nós, pobres seres humanos, não podemos nem mesmo desejar entender completamente”. Roc (grifos meus)
Roc perguntou a Pan se qualquer pessoa estaria habilitada para se comunicar com os seres da natureza e recebeu um “sim” como resposta. Mas as condições necessárias para que este acontecimento se realize, foram respondidas assim: o contato de uma só mão é fácil de ser conseguido, porém, receber a resposta de forma inteligível é onde tudo se complica. É preciso um certo treino. Porque? Porque as respostas são muito sutis, ou facilmente esquecidas, se as captarmos de afogadilho, sem uma certa prática!
Roc não ficou satisfeito e desejou saber mais, em nome daqueles que desejariam provar, também, das suas experiências com Pan. Pan respondeu-lhe que se estas pessoas pusessem uma fé firme nestes encontros, eles, provavelmente, aconteceriam. Estas pessoas não deveriam “forçar as coisas”, este tipo de conquista sempre acontece de forma inesperada. Outra forma de se facilitarem estes encontros é um determinado isolamento no campo, uma abertura total para as belezas e a tranqüilidade existentes na natureza. Roc, salientou o deus Pan, viveu por dez anos neste retiro desejável...
Teimosamente, Roc respondeu a Pan que a grande maioria das pessoas não poderia cumprir com as condições apontadas pelo deus. A grande maioria das pessoas, portanto, desistiria da empreitada por mais tentadora que fosse para eles.
Pan, sisudamente, ensinou a Roc que sempre existiria tempo e disponibilidade para a realização de coisas importantes!
Falando com muita seriedade, Pan resolveu estender as suas explicações às minúcias. Fez ver a Roc que as pessoas deveriam raciocinar que, para tudo existe uma preparação, um curso, um caminho. Então, as pessoas desejosas de um encontro com ele e com os seres da natureza, necessitariam passar por um refinamento mental, espiritual e físico também. Estas experiências pertencem a um degrau importante da consciência cósmica.
Quem se habilitar a exigir de si próprio este refinamento e trabalhar para atingi-lo ....... não ficará despontado!
Roc, humildemente, chegou a uma conclusão sobre a razão principal dos seus encontros com estes seres-células da natureza – o trabalho que ele iria realizar em Findhorn, principalmente, a sua associação com Dorothy e os seus amigos Devas.
“O sentido principal para a existência do Jadrim de Findhorn foi o de que a cooperação intrínseca entre os três reinos da natureza – os Devas, os espíritos da natureza e o homem – pode ser estabelecida e construída”. Roc


Muito Importante para o Momento Atual

“É vital para o futuro da humanidade que esta crença nos espíritos da natureza e no seu deus Pan, seja restabelecida sob a sua verdadeira luz. Apesar dos ultrajes que o homem cometeu e vem cometendo contra a natureza, estes seres estarão prontos e muito felizes em ajudá-los na recuperação do prejuízo, se forem procurados com um pedido de ajuda e cooperação... para fazermos da terra um lugar maravilhoso e perfeito”.
Findhorn foi a maior prova de que os seus pioneiros não foram seres delirantes, fanáticos ou ... idiotas!


Bibliografia:
_ The Findhorn Garden – Pioneering a New Vision of Man and Nature in Cooperation – By The Findhorn Community.

- A Vida Secreta das Plantas - Cleve Backster e Marcel Vogal

- The Holotropic Mind: The Three Levels of Human Consciousness and How They Shape Our Lives – Stanislav Grof M.D. La Zina Bennet


 
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